Estudo clínico e videofluoroscópico da disfagia na fase subaguda do acidente vascular encefálico.

Denise Rodrigues Xerez; Yonatta Salarini Vieira Carvalho e Milton Melciades Barbosa Costa

Radiol Bras[online]. 2004, vol.37, n.1, pp. 9-14.

OBJETIVO: Correlacionar, em pacientes portadores de acidente vascular encefálico (AVE) na fase subaguda, as alterações clínicas da deglutição com as observadas na videofluoroscopia. MATERIAIS E MÉTODOS: De 37 portadores de AVE subagudo confirmado por exame de imagem, 26 pacientes de ambos os sexos, com idade média de 59,69 anos, foram avaliados clínica e videofluoroscopicamente. Consideramos como variáveis para pareamento estatístico os parâmetros clínicos indicativos de penetração/aspiração e sua confirmação na videofluoroscopia.RESULTADOS: Identificamos disfagia em 19 (73%) dos 26 pacientes que fizeram videofluoroscopia; dez (38,46%) apresentaram penetração/aspiração de líquidos. Os dados resultantes mostraram não existir correlação (p < 0,05) entre a presença de disfagia e/ou disartria e a presença de penetração/aspiração de líquidos na videofluoroscopia. Houve correlação entre a presença de penetração/aspiração de líquidos observados na videofluoroscopia com os seguintes parâmetros clínicos: estado dos dentes (p = 0,047), mobilidade (p = 0,019) e sensibilidade da face (p = 0,039) e mobilidade da língua (p = 0,012). CONCLUSÃO: Não foi possível definir a presença de penetração/aspiração de líquidos nas vias aéreas por dados epidemiológicos do AVE. A existência de mau estado de preservação dos dentes, alterações na mobilidade da face e da língua e na sensibilidade da face mostrou risco aumentado de penetração/aspiração para líquidos. Permanece importante a indicação da videofluoroscopia para melhor avaliação dos quadros de disfagia após AVE.

Palavras-chave : Disfagia; Acidente vascular encefálico; Pneumonia aspirativa; Videofluoroscopia; Radiologia; Reabilitação.

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Este post foi publicado em Stroke em por .

Sobre Graziela Chamarelli Bougo

Fonoaudióloga do Hospital Risoleta Tolentino Neves Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste-PR Aprimoramento em Fonoaudiologia Hospitalar pelo Hospital de Base da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP/SP) Residência em Fonoaudiologia na área de ênfase de Urgência, Emergência e Terapia Intensiva do Hospital Municipal Odilon Behrens de Belo Horizonte (BH/MG)

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