Arquivo da categoria: Cerebral Palsy

O uso da bandagem elástica Kinesio no controle da sialorréia em crianças com paralisia cerebral

Mariana de Oliveira Ribeiro1; Renata de Oliveira Rahal1; Andréa Siqueira Kokanj; Daniela Pimenta Bittar

Acta Fisiatrica; Dezembro 2009 – Volume 16 – Número 4

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Resumo
OBJETIVO: Verificar a eficiência da bandagem elástica Kinesio no controle de deglutição de saliva em crianças com paralisia cerebral.
MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa foi realizada no Setor Escolar da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Participaram 42 crianças com idades entre 4 e 15 anos (média = 8 anos e 9 meses), de ambos os sexos, com diagnóstico de paralisia cerebral e queixa de sialorréia. Foi realizado um checklist com os pais da criança com perguntas referentes a sialorréia e posteriormente realizadas duas escalas para pontuação da freqüência e da gravidade dessa. Foram realizadas oito aplicações da Kinesio Tape na musculatura supra-hióidea e então, o checklist e as escalas foram reaplicados.
RESULTADOS: Verificou-se que houve redução estatisticamente significante nos parâmetros utilizados para verificação da sialorréia, sendo eles: número de toalhas utilizadas por dia para secar a baba, pontuação na escala de freqüência e pontuação na escala de gravidade da sialorréia.
CONCLUSÃO: Conclui-se que o método Kinesio Taping é eficaz na melhora do controle de deglutição de saliva em crianças com Paralisia Cerebral.

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Indicadores da evolução do paciente com paralisia cerebral e disfagia orofaríngea após intervenção terapêutica

Carolina Castelli Silvério; Cristiane Soares Henrique

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.14 no.3 São Paulo  2009

RESUMO

OBJETIVO: Verificar a evolução na função de alimentação e estabilidade clínica de crianças com paralisia cerebral tetraparética espástica após intervenção terapêutica.
MÉTODOS: Foram levantados em prontuário médico, antes e após a terapia, os dados de classificação da funcionalidade da alimentação (escala FOIS) e grau de disfagia, consistências alimentares e sinais sugestivos de penetração e/ou aspiração laringotraqueal de 36 crianças com paralisia cerebral espástica.
RESULTADOS: A maioria dos sujeitos alimentava-se com preparo especial, antes e após a intervenção, ocorrendo restrição de sólidos e líquidos no segundo momento. Houve diminuição da severidade da disfagia, redução de broncopneumonias e hipersecretividade pulmonar, aumento do peso e diminuição dos sinais sugestivos de penetração e/ou aspiração laringotraqueal, exceto recusa alimentar e cianose.
CONCLUSÃO: A intervenção fonoaudiológica, em conjunto com a equipe multidisciplinar em disfagia, promove maior funcionalidade da deglutição e diminuição dos sinais sugestivos de penetração e/ou aspiração traqueal, além de maior estabilidade clínica.

Descritores: Paralisia cerebral; Transtornos de deglutição; Fonoterapia; Pneumonia; Alimentação

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Clinical practice: swallowing problems in cerebral palsy.

Erasmus CE; van Hulst K; Rotteveel JJ; Willemsen MA; Jongerius PH

Eur J Pediatr; 171(3): 409-14, 2012 Mar.

Cerebral palsy (CP) is the most common physical disability in early childhood. The worldwide prevalence of CP is approximately 2-2.5 per 1,000 live births. It has been clinically defined as a group of motor, cognitive, and perceptive impairments secondary to a non-progressive defect or lesion of the developing brain. Children with CP can have swallowing problems with severe drooling as one of the consequences. Malnutrition and recurrent aspiration pneumonia can increase the risk of morbidity and mortality. Early attention should be given to dysphagia and excessive drooling and their substantial contribution to the burden of a child with CP and his/her family. This review displays the important functional and anatomical issues related to swallowing problems in children with CP based on relevant literature and expert opinion. Furthermore, based on our experience, we describe a plan for approach of investigation and treatment of swallowing problems in cerebral palsy.

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Clinical and instrumental swallowing evaluation in children with cerebral palsy

Moisés Andrade dos Santos de Queiroz; Izabella Santos Nogueira de Andrade; Renata Cavalcante Barbosa Haguette; Erik Frota Haguette

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.16 no.2 São Paulo abr./jun. 2011

PURPOSE: To investigate the main manifestations of dysphagia in clinical and instrumental evaluation of swallowing in children with cerebral palsy. METHODS: Cross-sectional study of 50 children with cerebral palsy. The data collection consisted of clinical speech-language pathology evaluation and fiberoptic endoscopic evaluation of swallowing for the detection of the main manifestations of dysphagia present in oral preparatory, oral and pharyngeal phases of swallowing, with different food consistencies and types of cerebral palsy. RESULTS: There was no significant influence of age and type of cerebral palsy over the presence of dysphagia manifestations. The main manifestations in the clinical evaluation were: anterior premature spillage for liquids (70%); cough during swallowing of liquids (60%); decreased solid bolus formation (57.9%); presence of food residues on the oral cavity after deglutition of solids (47.4%); extended oral transit of thick food (47.1%); and presence of wet voice after swallowing of liquids (30%). The main manifestations of dysphagia in instrumental evaluation were: extended pharyngeal transit of thick food (79%); posterior premature spillage for liquids (77.5%); presence of thick food residues on the pharyngeal cavity after swallowing (58.8%); laryngeal penetration for liquids (37.5%), and tracheal aspiration for liquids (20%). Laryngeal sensibility was altered in only 16% of the sample. CONCLUSION: Clinical and instrumental evaluations of swallowing are complementary and essential in the diagnosis of oropharyngeal dysphagia in children with cerebral palsy.

Palavras-chave : Deglutition; Cerebral palsy [complications]; Deglutition disorders [diagnosis]; Pharynx [physiopathology]; Child.

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Avaliação clínica e objetiva da deglutição em crianças com paralisia cerebral.

Moisés Andrade dos Santos de Queiroz, Izabella Santos Nogueira de Andrade, Renata Cavalcante Barbosa Haguette, Erik Frota Haguette

Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011;16(2):210-4

OBJETIVO: Investigar as principais manifestações disfágicas na avaliação clínica e objetiva da deglutição em crianças com paralisia cerebral. MÉTODOS: Estudo transversal com amostra de 50 crianças com paralisia cerebral. A coleta de dados consistiu na realização das avaliações clínica fonoaudiológica e videoendoscópica da deglutição para a detecção das principais manifestações disfágicas presentes nas fases preparatória oral, oral e faríngea da deglutição, em diferentes consistências alimentares e tipos de paralisia cerebral. RESULTADOS: Não houve influência significativa da idade e do tipo de paralisia cerebral sobre a maior presença de manifestações disfágicas. As principais manifestações disfágicas na avaliação clínica foram: escape anterior de líquidos (70%); tosse na deglutição de líquidos (60%); diminuição da formação do bolo alimentar sólido (57,9%); presença de resíduos alimentares na cavidade oral após a deglutição de sólidos (47,4%); aumento do trânsito oral de pastosos grossos (47,1%) e presença da voz molhada após a deglutição de líquidos (30%). As principais manifestações disfágicas na avaliação objetiva foram: aumento do trânsito faríngeo de pastosos grossos (79%); escape posterior de líquidos (77,5%); presença de resíduos alimentares nas estruturas faríngeas após a deglutição de pastosos grossos (58,8%); penetração laríngea de líquidos (37,5%) e aspiração traqueal de líquidos (20%). A sensibilidade laríngea esteve alterada em apenas 16% da amostra. CONCLUSÃO: As avaliações clínica e objetiva da deglutição são complementares e essenciais no diagnóstico das disfagias orofaríngeas em crianças com paralisia cerebral.

Palavras-chave : Deglutição; Paralisia cerebral [complicações]; Transtornos da deglutição [diagnóstico]; Faringe [fisiopatologia]; Criança.

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O uso da ausculta cervical na inferência de aspiração traqueal em crianças com paralisia cerebral

Furkim, Ana Maria; Duarte, Silvana Triló; Sacco, Andrea de Freitas Baldi; Sória, Franciele Savaris
Rev. CEFAC 11(4): 624-629, TAB. 2009 Dec.

RESUMO

OBJETIVO: comparar a detectabilidade da ausculta cervical na avaliação clínica com a comprovação da aspiração na videofluoroscopia da deglutição em crianças com paralisia cerebral tetraparética espástica com disfagia orofaríngea.
MÉTODOS: estudo retrospectivo com análise de 101 prontuários de crianças, na faixa etária de 1 a 12 anos, pertencentes a uma instituição, com diagnóstico de paralisia cerebral tetraparética espástica e que foram encaminhadas e avaliadas por equipe interdisciplinar. Foi realizada anamnese com avaliação clínica da alimentação com ausculta cervical e videofluoroscopia da deglutição.
RESULTADOS: os resultados estatísticos mostraram que há relação significante entre a ausculta cervical positiva e a penetração ou aspiração laríngea constatada na videofluoroscopia da deglutição e que a ausculta cervical negativa está mais associada à não penetração/aspiração.
CONCLUSÃO: concluiu-se que a ausculta cervical pode ser utilizada para inferência do risco de aspiração e, portanto, como alerta para atuação precoce nessa população, além da vantagem de ser um método não invasivo.

Descritores: Transtornos de Deglutição; Paralisia Cerebral; Fluoroscopia; Pneumonia Aspirativa

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Reabilitação da disfagia orofaríngea em crianças com paralisia cerebral: uma revisão sistemática da abordagem fonoaudiológica

Hirata, Gisela Carmona; Santos, Rosane Sampaio
Int. arch. otorhinolaryngol. (Impr.); 16(3): 396-399, jul.-set. 2012. tab.
INTRODUÇÃO: Estima-se 30.000 a 40.000 novos casos de paralisia cerebral, por ano, no Brasil. Os transtornos motores causados pela paralisia cerebral podem acarretar alterações na deglutição uma vez que alteram as fases preparatória, oral, faríngea e esofágica. OBJETIVO: Identificar os métodos de reabilitação existentes, na área da disfagia, nos casos de paralisia cerebral, com ênfase na busca por pesquisas que utilizaram os métodos neuroevolutivo Bobath, método Rodolfo Castillo Morales, terapia sensório motora orofacial e educação continuada. SÍNTESE DOS DADOS: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura médica e fonoaudiológica sobre a reabilitação da disfagia orofaríngea em crianças com paralisia cerebral, abrangendo o período de 1977 a 2010, sem exclusão por língua ou nacionalidade. Dentre os 310 artigos encontrados, apenas 22 (7,09%) abordavam a atuação fonoaudiológica nas disfagias orofaríngeas em crianças com paralisia cerebral. Das 22 pesquisas encontradas 12 (54,5%) são do Canadá, 3 (13,6%) do Japão, 2 (9%) do Brasil, 2 (9%) da Alemanha, 1 (4,5%) dos EUA, 1 (4,5%) do Reino Unido e 1 (4,5%) da Polônia. 63,6% utilizaram a terapia sensório motora orofacial como método terapêutico, 36,3% mencionaram a educação continuada como forma de abordagem terapêutica, e apenas 18,1% e 9% utilizaram o método Bobath e o método Rodolfo Castillo Morales, respectivamente. CONCLUSÃO: Mesmo com uma população de portadores de paralisia cerebral aumentando constantemente ainda são poucas as pesquisas que englobam a (re)habilitação destas crianças no que diz respeito aos tratamentos das disfagias orofaríngeas.(AU)

Rehabilitation of oropharyngeal dysphagia in children with cerebral palsy: a systematic review of the speech therapy approach

Hirata, Gisela Carmona; Santos, Rosane Sampaio
Int. arch. otorhinolaryngol. (Impr.); 16(3): 396-399, jul.-set. 2012. tab.
INTRODUCTION: There are an estimated 30,000-40,000 new cases of cerebral palsy per year in Brazil. Motor disorders caused by cerebral palsy can lead to dysphagia as they may alter the preparatory, oral, pharyngeal, and esophageal phases. AIM: To identify existing rehabilitation methods of swallowing disorders in cerebral palsy, with emphasis on the pursuit of research using the Bobath concept, the Castillo Morales concept, oral sensorimotor therapy, and continuing education. SUMMARY OF THE FINDINGS : We performed a systematic review of the medical and speech therapy literature on the rehabilitation of oropharyngeal dysphagia in children with cerebral palsy spanning 1977-2010 and from all languages and nations. Among the 310 articles retrieved, only 22 (7.09%) addressed therapeutic rehabilitation of oropharyngeal dysphagia in children with cerebral palsy. Of the 22 reports, 12 (54.5%) were from Canada, 3 (13.6%) were from Japan, 2 (9%) were from Brazil, 2 (9%) were from Germany, 1 (4.5%) was from the USA, 1 (4.5%) was from the United Kingdom, and 1 (4.5%) was from Poland. Of these reports, 63.6% used oral sensorimotor therapy as a therapeutic method, 36.3% reported continuing education as a therapeutic approach, and only 18.1% and 9% used the Bobath concept and Castillo Morales concept, respectively. CONCLUSION: Even with a constantly increasing cerebral palsy population, few studies include (re)habilitation in the treatment of oropharyngeal dysphagia in these children.(AU)

Clinimetrics of measures of oropharyngeal dysphagia for preschool children with cerebral palsy and neurodevelopmental disabilities: a systematic review.

Benfer KA, Weir KA, Boyd RN.

Dev Med Child Neurol. 2012 Sep;54(9):784-95. doi: 10.1111/j.1469-8749.2012.04302.x. Epub 2012 May 14.

Abstract

Aim  The aim of this study was to determine the psychometric properties and clinical utility of objective measures of oropharyngeal dysphagia (OPD) in children with cerebral palsy or neurodevelopmental disabilities aged 12 months to 5 years. Method  Five electronic databases were searched to identify measures of OPD. The Consensus-based Standards for the Selection of Measurement Instruments (COSMIN) Checklist was used to assess psychometric properties and a Modified CanChild Outcome Rating Form was used for clinical utility. Results  Nine measures of OPD from 27 papers were assessed: the Brief Assessment of Motor Function – Oral Motor Deglutition Scale; the Behavioral Assessment Scale of Oral Functions in Feeding; the Dysphagia Disorders Survey; the Feeding Behaviour Scale; the Functional Feeding Assessment, modified; the Gisel Video Assessment; the Oral Motor Assessment Scale; the Pre-Speech Assessment Scale; and the Schedule for Oral Motor Assessment. Interpretation  The Schedule for Oral Motor Assessment and the Functional Feeding Assessment, modified, proved to be the strongest measures based on published psychometric properties of validity and reliability. The Schedule for Oral Motor Assessment and the Dysphagia Disorders Survey were found to have the strongest clinical utility. Further studies to test the psychometric properties of existing measures, in particular predictive validity, responsiveness, and test-retest reliability, would be beneficial for selecting an appropriate measure for both clinical and research contexts.

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Longitudinal cohort protocol study of oropharyngeal dysphagia: relationships to gross motor attainment, growth and nutritional status in preschool children with cerebral palsy

Benfer KA, Weir KA, Bell KL, Ware RS, Davies PS, Boyd RN.

BMJ Open. 2012 Aug 13;2(4). pii: e001460. doi: 10.1136/bmjopen-2012-001460. Print 2012.

Abstract

INTRODUCTION: The prevalence of oropharyngeal dysphagia (OPD) in children with cerebral palsy (CP) is estimated to be between 19% and 99%. OPD can impact on children’s growth, nutrition and overall health. Despite the growing recognition of the extent and significance of health issues relating to OPD in children with CP, lack of knowledge of its profile in this subpopulation remains. This study aims to investigate the relationship between OPD, attainment of gross motor skills, growth and nutritional status in young children with CP at and between two crucial age points, 18-24 and 36 months, corrected age. METHODS AND ANALYSIS: This prospective longitudinal population-based study aims to recruit a total of 200 children with CP born in Queensland, Australia between 1 September 2006 and 31 December 2009 (60 per birth-year). Outcomes include clinically assessed OPD (Schedule for Oral Motor Assessment, Dysphagia Disorders Survey, Pre-Speech Assessment Scale, signs suggestive of pharyngeal phase impairment, Thomas-Stonell and Greenberg Saliva Severity Scale), parent-reported OPD on a feeding questionnaire, gross motor skills (Gross Motor Function Measure, Gross Motor Function Classification System and motor type), growth and nutritional status (linear growth and body composition) and dietary intake (3 day food record). The strength of relationship between outcome and exposure variables will be analysed using regression modelling with ORs and relative risk ratios. ETHICS AND DISSEMINATION: This protocol describes a study that provides the first large population-based study of OPD in a representative sample of preschool children with CP, using direct clinical assessment. Ethics has been obtained through the University of Queensland Medical Research Ethics Committee, the Children’s Health Services District Ethics Committee, and at other regional and organisational ethics committees. Results are planned to be disseminated in six papers submitted to peer reviewed journals, and presentations at relevant international conferences.

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