Arquivo da categoria: Endotracheal intubation

Estudo da interação respiração: deglutição de pacientes submetidos à intubação orotraqueal e ventilação mecânica prolongada

Camargo, Fernanda Pereira de.

Tese (doutorado) – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Pneumologia – São Paulo, 2010
Orientador: Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho.

Resumo

Introdução: Pacientes criticamente doentes frequentemente requerem intubação endotraqueal e suporte ventilatório prolongado. Estudos encontraram e demonstraram uma correlação temporal e fisiológica da deglutição entre a respiração e os componentes envolvidos na proteção de via aérea durante a deglutição, no entanto a contribuição desta interação permanece desconhecida após um período de intubação endotraqueal e ventilação mecânica (VM). Objetivo: O propósito deste estudo prospectivo foi de avaliar a interação da respiração – deglutição em pacientes submetidos à intubação orotraqueal e ventilação mecânica. Método: Avaliamos prospectivamente 10 voluntários saudáveis e 30 pacientes que foram submetidos à VM invasiva 24 horas em três momentos distinto de avaliação (48h; 5º dia e 15º dia) após a extubação. A interação da respiração deglutição foi investigada e gravada simultaneamente beira leito com o uso de eletromiografia de superfície da musculatura infra hióidea associada à acelerometria da deglutição (sensor piezoeletrico) e pletismografia de indutância da respiração durante a deglutição espontânea inicial (1min.), bolo de água com volumes de 3, 5 e 10 ml previamente randomizados e deglutição espontânea final (1min). Resultados: Voluntários saudáveis apresentaram uma deglutição por ciclo respiratório mantendo o padrão de ocorrência da deglutição nos padrões 1 e 2 de acoplamento no ciclo respiratório associado a ocorrência da pausa respiratória da deglutição. Pacientes apresentaram um maior número de deglutições e de ciclos respiratórios com os volumes de 5 e 10 ml (p<0,001) mantendo padrões de coordenação 1, 2 e 3 no ciclo respiratório. Conclusão: Pacientes submetidos à intubação orotraqueal e ventilação mecânica apresentam alterações da interação respiração deglutição.

Assuntos

Humanos Masculino Feminino Adulto Idoso de 80 Anos ou mais Transtornos de Deglutição Respiração Artificial Intubação Intratraqueal Deglutição

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Intubação orotraqueal e disfagia: comparação entre pacientes com e sem dano cerebral

Padovani, Aline Rodrigues; Moraes, Danielle Pedroni; Medeiros, Gisele Chagas de; Almeida, Tatiana Magalhães de; Andrade, Claudia Regina Furquim de.

Einstein (Säo Paulo); 6(3): 343-349, 2008.

Resumo

Objetivos: Comparar as habilidades de deglutição e alimentação entre pacientes extubados, com e sem dano cerebral. Métodos: Estudo etrospectivo, que incluiu 44 pacientes de 20 a 50 anos, submetidos à intubação orotraqueal (IOT) prolongada (> 48 horas). Foram analisados dois grupos, sendo o Grupo 1 composto por pacientes sem traumatismo crânio-encefálico (TCE) e o Grupo 2 de pacientes com TCE. Para a comparação, foram utilizadas duas escalas que caracterizaram as habilidades funcionais de deglutição e alimentação. Avaliou-se também o nível de alerta, consciência e colaboração dos pacientes. Rresultados: Os grupos apresentaram-se equiparáveis quanto à idade, número e tempo de intubação e de extubação na data da avaliação. Em relação ao diagnóstico fonoaudiológico, o Grupo 1 apresentou maior porcentagem de deglutição funcional e disfagia leve, enquanto o Grupo 2 apresentou maior concentração das disfagias de grau moderado a grave e de grau grave. A média observada na Escala Funcional de Ingestão Oral na data da avaliação foi maior no Grupo 1. Além disso, o grupo de lesados cerebrais apresentou-se mais sonolento, menos contactuante e menos colaborativo na primeira avaliação. Cconclusões: Neste estudo, os pacientes submetidos à IOT prolongada apresentaram disfagia em diferentes graus, porém os pacientes com dano cerebral tiveram maior freqüência e gravidade deste distúrbio. Desta forma, concluímos que a IOT não pode ser considerada como fator causador da disfagia isoladamente, principalmente nos pacientes neurológicos. Além disso, observou-se que alguns fatores cognitivos podem influenciar a possibilidade de ofertar dieta por via oral.(AU)

Fijación atraumática de tubo endotraqueal para ventilación mecánica

SERVIN, Silvio Oscar Noguera et al.

Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2011, vol.61, n.3, pp. 315-319.

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Pacientes que necesitan permanecer bajo intubación endotraqueal (IOT), durante largos períodos o que tienen que ser sometidos a la anestesia general, podrán tener lesiones en la luz de la tráquea debido a presiones ejercidas por el balón terminal. En algunos casos, esas lesiones podrán evolucionar para una estenosis o a veces necrosis. El presente trabajo quiso presentar un tubo endotraqueal modificado (TETM), en que la presión del balón varía de acuerdo con el ciclo de la ventilación mecánica (VM), siendo el mismo testado en un simulador pulmonar y modelo animal. MÉTODO: En un simulador pulmonar acoplado a un ventilador mecánico y ajustado con dos volúmenes corrientes (VC) de 10 y 15 mL.kg-1 y complacencia de 60 mL.cmH2O-1, fueron utilizados dos modelos de tubos endotraqueales: uno modificado (TETM), y el otro convencional (TETC), números (#) 7,5 mm y 8,0 mm, para evaluar la eficiencia de la ventilación con el TETM. También se hizo la comparación entre los dos modelos, en cerdos de la raza Large-White, bajo anestesia general y VM por 48 horas consecutivas. Posteriormente, los animales se sacrificaron para el análisis histopatológico de las tráqueas. RESULTADOS: Los dos TETMs (#7,5 y 8,0) presentaron un escape de aire en el simulador pulmonar. El menor de los escapes de aire (13%), fue visto en el TETM #7,5 mm, con VC = 15 mL.kg-1, y el mayor (32%) en el TETM #8,0 mm, con VC = 10 mL.kg-1. A pesar de eso, los dos TETMs presentaron una buena eficacia en el simulador pulmonar. En la evaluación del uso de los TETs en animales, analizando la histopatología de sus tráqueas, verificamos que el TETM causó menos áreas traumáticas en su epitelio en comparación con el TETC. CONCLUSIONES: El uso de un nuevo modelo de TET podrá disminuir los riesgos de lesión traqueal sin prejudicar la mecánica respiratoria.

Palavras-chave : ANIMAL [cerdo]; AVALIACIÓN; COMPLICACIONES [intubación traqueal]; EQUIPOS [tubo traqueal]; REANIMACIÓN.

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Atraumatic endotracheal tube for mechanical ventilation

SERVIN, Silvio Oscar Noguera et al.

Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2011, vol.61, n.3, pp. 315-319.

BACKGROUND AND OBJECTIVES: Patients who need to stay under endotracheal intubation for long periods or when undergoing general anesthesia may develop tracheal lumen injuries due to pressure from distal cuff. In some cases, these injuries may evolve to stenosis or, occasionally, necrosis. The objective of this study was to present a modified endotracheal tube (METT) in which the cuff pressure is variable according to the cycle of mechanical ventilation (MV), which was tested on a lung simulator and animal model. METHODS: Two models of endotracheal tubes, a modified (METT) and a conventional (CETT), number 7.5 mm and 8.0 mm, were connected to a lung simulator in a mechanical ventilator adjusted with two tidal volumes (TV) of 10 and 15 mL.kg-1 and a compliance of 60 mL.cmH2O to evaluate the ventilatory efficiency of METT. Both models were also compared in Large-White pigs under general anesthesia and MV for 48 consecutive hours. Subsequently, animals were sacrificed for histopathological analysis of their tracheas. RESULTS: Both METTs (#7.5 and 8.0) presented air leaks in lung simulator. The smallest air leak (13%) was observed in METT #7.5 with TV = 15 mL.kg-1, while the largest air leak (32%) was observed in METT #8.0 with TV = 10 mL.kg-1. Nevertheless, both METTs showed good efficiency on the lung simulator. In animals, on histopathological analysis of their tracheas, it was found that METT caused less trauma to the epithelium when compared to CETT. CONCLUSION: The use of a new model of ETT may decrease the risks of tracheal injury without hindering respiratory mechanics.

Palavras-chave : Intubation, Intratracheal; Disposable equipament; Technology Assessment, Biomedical; Respiration, Artificial; Swine.

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Tubo endotraqueal atraumático para ventilação mecânica

SERVIN, Silvio Oscar Noguera et al.

Rev. Bras. Anestesiol. [online]. 2011, vol.61, n.3, pp. 315-319.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Pacientes que necessitam permanecer sob intubação endotraqueal (IOT) por longos períodos ou, se submetidos à anestesia geral, poderão ter lesões na luz da traqueia devido a pressões exercidas pelo balonete terminal. Em alguns casos, essas lesões poderão evoluir para estenose ou, ocasionalmente, necrose. O presente trabalho teve por objetivo apresentar um tubo endotraqueal modificado (TETM) em que a pressão do balonete é variável de acordo com o ciclo da ventilação mecânica (VM), sendo o mesmo testado em simulador pulmonar e modelo animal. MÉTODO: Em simulador pulmonar acoplado a ventilador mecânico ajustado com dois volumes correntes (VC) de 10 e 15 mL.kg-1 e complacência de 60 mL.cmH2O-1, foram utilizados dois modelos de tubos endotraqueais: um modificado (TETM) e outro convencional (TETC), números (#) 7,5 mm e 8,0 mm, para avaliar a eficiência da ventilação com o TETM. Realizou-se também a comparação entre os dois modelos, em porcos da raça Large-White, sob anestesia geral e VM por 48 horas consecutivas. Posteriormente, os animais foram sacrificados para análise histopatológica das traqueias. RESULTADOS: Ambos os TETMs (#7,5 e 8,0) apresentaram escape de ar no simulador pulmonar. O menor escape de ar (13%) foi observado no TETM #7,5 mm com VC = 15 mL.kg-1 e o maior (32%) no TETM #8,0 mm, com VC = 10 mL.kg-1. Apesar disso, ambos os TETMs apresentaram boa eficiência no simulador pulmonar. Na avaliação do uso dos TETs em animais com análise histopatológica de suas traqueias, verificou-se que o TETM causou menos áreas traumáticas em seu epitélio em comparação ao TETC. CONCLUSÕES: O uso de um novo modelo de TET poderá diminuir os riscos de lesão traqueal sem prejuízo à mecânica respiratória.

Palavras-chave : ANIMAL [porco]; AVALIAÇÃO; COMPLICAÇÕES [intubação traqueal]; EQUIPAMENTOS [tubo traqueal]; REANIMAÇÃO.

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