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Disfagia orofaríngea pós-acidente vascular encefálico no idoso

Silva, Lúcia Marilac da.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 9(2): 93-106, ago. 2006.

Resumo

A deglutição é um processo complexo, que envolve estruturas relacionadas à cavidade oral, faringe, laringe e esôfago, submetidas a um controle neural que permite a condução do conteúdo oral até o estômago. Dessa maneira, uma lesão neurológica, tal como o acidente vascular encefálico (AVE), ao comprometer qualquer uma dessas estruturas, pode acarretar um distúrbio de deglutição, denominado de disfagia. O termo AVE refere-se aos déficits neurológicos decorrentes de alterações na circulação encefálica, que podem ser divididos em isquêmico e hemorrágico. A idade avançada é um dos maiores fatores de risco. A disfagia pode trazer déficits nutricionais e de hidratação ao indivíduo, bem como comprometimentos do seu estado pulmonar. Este trabalho propõe apresentar uma revisão bibliográfica na qual serão enfocados pontos e questões importantes da atuação do fonoaudiólogo na disfagia orofaríngea pós-AVE no idoso

A influência das fases oral e faríngea na dinâmica da deglutição

Elaine Keiko Yamada; Karina Oliveira de Siqueira; Denise Xerez; Hilton Augusto Koch; Milton Melciades B. Costa

Arq. Gastroenterol. vol.41 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2004

RESUMO

RACIONAL: Embora a dinâmica da deglutição ocorra de forma integrada, a fase oral não tem sido tão valorizada quanto a fase faríngea. 
OBJETIVOS: 
Avaliar, através do método videofluoroscópico, a fase oral da deglutição, para observar as características da organização do bolo líquido em voluntários sadios e as variações desta organização em exames de pacientes disfágicos. Estabelecer a inter-relação funcional dos estágios de organização e ejeção oral do bolo. Verificar a presença (ou ausência) de interferência do binômio organização/ejeção oral, sobre a fase faríngea da deglutição. 
CASUÍSTICA E MÉTODO: 
Analisaram-se os exames videofluoroscópicos de 44 indivíduos; destes, 14 eram adultos, voluntários sadios, e 30 disfágicos, sendo 15 pacientes com seqüelas de acidente vascular encefálico e 15 com doença de Parkinson. Todos os indivíduos estudados foram submetidos a avaliação videofluoroscópica da dinâmica da deglutição seguindo protocolo descrito por Junqueira e Costa. Privilegiou-se a incidência em perfil direito com meio de contraste líquido (solução de sulfato de bário).
RESULTADOS: Segundo a organização intra-oral do bolo contrastado, pôde-se classificar a organização oral como: fechada, aberta, que pode ser subdividida em anterior e ântero-superior, alongada e instável. A ejeção pode ser definida como: adequada, lentificada e em dois tempos. A correlação entre a dinâmica oral representada pela organização e a dinâmica faríngea pode ser percebida como: adequada, adaptada e alterada. Os diversos tipos de organização e ejeção, assim como as correlações observadas, mostram-se estatisticamente significantes.
CONCLUSÕES: A organização do tipo fechada é a que se caracterizou como normal. Organizações aberta ântero-superior, alongada e instável revelam alteração no processo da deglutição. As ejeções dos tipos lentificada e dois tempos também denotam alteração da fisiologia da deglutição. Existe correlação funcional entre os estágios de organização e ejeção oral. A organização oral influiu não só na qualidade da ejeção oral mas também na da dinâmica da fase faríngea.

Descritores: Deglutição, fisiologia. Transtornos de deglutição. Acidente cerebrovascular. Doença de Parkinson.

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The influence of sour taste and cold temperature in pharyngeal transit duration in patients with stroke

COLA, Paula Cristina et al.

Arq. Gastroenterol. [online]. 2010, vol.47, n.1, pp. 18-21.

CONTEXT: The effect of sour taste and food temperature variations in dysphagic patients has not been entirely clarified. OBJECTIVE: To determine the effect of sour and cold food in the pharyngeal transit times of patients with stroke. METHODS: Patients participating in this study were 30 right-handed adults, 16 of which were male and 14 were female, aged 41 to 88 (average age 62.3 years) with ictus varying from 1 to 30 days (median of 6 days). To analyze the pharyngeal transit time a videofluoroscopy swallow test was performed. Each patient was observed during swallow of a 5 mL paste bolus given by spoon, totaling four different stimuli (natural, cold, sour and cold sour), one at a time, room temperature (22ºC) and cold (8ºC) were used. Later, the tests were analyzed using specific software to measure bolus transit time during the pharyngeal phase. RESULTS: The results showed that the pharyngeal transit time was significantly shorter during swallow of cold sour bolus when compared with other stimuli. Conclusion – Sour taste stimuli associated to cold temperature cause significant change in swallowing patterns, by shortening the pharyngeal transit time, which may lead to positive effects in patients with oropharyngeal dysphagia.

Palavras-chave : Stroke; Taste perception; Temperature sense; Deglutition disorders.

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Capacidade funcional e qualidade de vida em pacientes idosos com ou sem disfagia após acidente vascular encefálico isquêmico

Brandão, Dênis Marinho da Silva; Nascimento, Joanna Lopes da Silva; Vianna, Lucy Gomes
Rev. Assoc. Med. Bras. 55(6): 738-743, GRA. 2009

RESUMO

OBJETIVO: Analisar a capacidade funcional e a qualidade de vida em indivíduos idosos após AVE Isquêmico, comparando sujeitos com e sem disfagia.
MÉTODOS: Estudo transversal em 60 sujeitos idosos após AVE, sendo 30 com disfagia e 30 sem disfagia. Para avaliar o estado cognitivo dos pacientes foi utilizado o Mini-Mental. As escalas utilizados foram: de KATZ, de Lawton, de Barthel e o SF-36.
RESULTADOS: A capacidade funcional foi similar nos dois grupos estudados. No SF-36, o grupo sem disfagia apresentou mais dor e melhor estado geral de saúde. Na capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, limitações por aspectos emocionais e saúde mental os grupos foram similares. Entre os homens, em todos os instrumentos, encontrou-se capacidade funcional similar. Entre as mulheres, a capacidade funcional foi similar enquanto que, na qualidade de vida, o domínio vitalidade do grupo sem disfagia foi maior. Não houve diferença quanto à renda econômica baixa, tanto na capacidade funcional quanto na qualidade de vida. Também não houve diferença entre os dois grupos quanto a ter ou não cuidador.
CONCLUSÕES: 1) A capacidade funcional foi similar nos dois grupos estudados. 2) O grupo sem disfagia apresentou melhor estado geral de saúde.

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Correlação entre a lesão encefálica e a disfagia em pacientes adultos com acidente vascular encefálico

Nunes, Maria Cristina de Alencar; Jurkiewicz, Ari Leon; Santos, Rosane Sampaio; Furkim, Ana Maria; Massi, Giselle; Pinto, Gisele Sant´Ana; Lange, Marcos Christiano
Int. Arch. Otorhinolaryngol. 16(3): 313-321, TAB. 2012 Sep.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A incidência da disfagia orofaríngea, em pacientes com acidente vascular encefálico (AVE), varia de 20% a 90% na literatura. Estudos correlacionam a localização do AVE com a presença de disfagia e outros não a correlacionam.
OBJETIVO: Correlacionar a lesão encefálica com a disfagia em pacientes com diagnóstico de AVE, considerando-se o tipo e a localização do AVE.
MÉTODO: Estudo prospectivo realizado no Hospital de Clínicas com 30 pacientes com AVE, sendo 18 do sexo feminino e 12 do masculino. Todos realizaram avaliações clínica e nasolaringofibroscópica da deglutição (FEES®) e divididos pela localização da lesão: córtex cerebral, córtex cerebelar e áreas subcorticais e tipo: hemorrágico, isquêmico ou transitório.
RESULTADOS: Dos 30, 18 apresentaram AVE tipo isquêmico, dois hemorrágico e 10 transitório. Sobre a localização, 10 a apresentaram no córtex cerebral, três nos córtices cerebral e cerebelar, três no córtex cerebral e subcortical, um nos córtices cerebral, cerebelar e subcortical e três subcortical. Na avaliação clínica houve predomínio da disfagia oral em pacientes com lesão no córtex cerebral e subcortical do tipo isquêmico. No FEES® a diminuição da sensibilidade laríngea predominou no córtex cerebral e tipo isquêmico. Os resíduos faríngeos em valéculas epiglóticas associadas com recessos piriformes predominaram no córtex cerebral em todas as consistências e tipo isquêmico. Um paciente com lesão nos córtices cerebral e cerebelar apresentou penetração laríngea e aspiração traqueal nas consistências líquida e mel, do tipo isquêmico.
CONCLUSÃO: Houve predomínio da disfagia na localização da lesão no córtex cerebral e do tipo isquêmico.

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Correlação entre os achados clínicos da deglutição e os achados da tomografia computadorizada de crânio em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico na fase aguda da doença

Barros, Anna Flávia Ferraz; Fábio, Soraia Ramos Cabette; Furkim, Ana Maria
Arq. Neuro-Psiquiatr. 64(4): 1009-1014, ILUS. 2006 Dec.

RESUMO

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de lesões permanentes em adultos, podendo provocar seqüelas motoras globais, alterações de fala, linguagem e deglutição. Durante a fase aguda, a detecção do risco de aspiração é fundamental para prevenir complicações pulmonares e permitir apropriadas intervenções terapêuticas, possibilitando alimentação por via oral precoce e segura. Na literatura, as correlações entre o distúrbio da deglutição e a localização da lesão em pacientes com AVC são inespecíficas. Desta forma, o objetivo do presente estudo foi determinar se existe correlação entre a localização das lesão vascular encefálica e a dificuldade de deglutição em pacientes com AVC isquêmico (AVCI). Foram incluídos 27 pacientes com AVCI que foram submetidos à avaliação clínica da deglutição no leito. Os resultados foram confrontados com resultados obtidos pela tomografia computadorizada do crânio, relacionados à localização das lesões. Na avaliação clínica, 48% dos pacientes apresentaram disfagia orofaríngea e 52% deglutição funcional. Em 84% dos pacientes disfágicos foram observadas alterações no território carotídeo, sendo 76% na artéria cerebral média (ACM). Nos pacientes com deglutição funcional 57% apresentaram alterações em ACM e 22% em artéria cerebral posterior. O hemisfério esquerdo foi afetado em 50% dos pacientes com deglutição funcional e em 46% dos disfágicos. Em conclusão, a localização hemisférica não está associada com a presença ou não de disfagia, porém a maioria dos pacientes disfágicos apresentou alterações no território carotídeo, notadamente na ACM.

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