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Adaptações alimentares em adultos pós AVCI sem queixa de disfagia

Menezes, Fernanda Teixeira; Gonçalves, Maria Inês Rebelo; Chiari, Brasília Maria.

Fono atual; 8(34): 14-24, set.-dez. 2005.

Resumo

Objetivo: Associar as alterações da cavidade oral (diminuição de força, mobilidade e sensibilidade de lábios, língua e bochechas; xerostomia), presença de próteses dentárias e/ou ausência de dentes e mastigação com as adaptações alimentares, em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). Métodos: A pesquisa foi realizada no Ambulatório de Distúrbios Adquiridos de Fala e Linguagem da Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana (DCH) da UNIFESP-EPM. Foram avaliados 12 pacientes que sofreram AVCI, sem queixas relacionadas à deglutição, na faixa etária entre 38 e 78 anos de idade, de ambos os sexos, sendo 8 homens e 4 mulheres. Os pacientes foram submetidos à anamnese específica da alimentação e à avaliação clínica fonoaudiológica da deglutição. Resultados: As adaptações alimentares encontradas neste estudo, em ordem decrescente de ocorrência, foram: deglutição de alimentos mais moles (41, 67 por cento); alimentos amassados (16,67 por cento); intercalar sólidos e líquidos (16,67 por cento) e multiplas deglutições (8,33 por cento). Conclusão: 1) alterações de força, mobilidade e sensibilidade de lábios, língua e bochechas estiveram associadas à ingestão de alimentos moles, ao amassamento de alimentos, à diminuição da quantidade de alimento e à necessidade de múltiplas deglutições por bolo; 2) a presença de prótese dentária e/ou ausência de dentes esteve associada à ingestão de alimentos moles e ao amassamento dos alimentos; 3) as adaptações alimentares mais associadas à mastigação foram a ingestão de alimentos mais moles e o amassmaento dos alimentos; 4) a xerostomia esteve associada à ingestão de alimentos moles e à manobra de intercalar sólidos e líquidos.

Dysphagia in stroke patients

Singh S; Hamdy S.

Postgrad Med J; 82(968): 383-91, 2006

Resumo

Swallowing musculature is asymmetrically represented in both motor cortices. Stroke affecting the hemisphere with the dominant swallowing projection results in dysphagia and clinical recovery has been correlated with compensatory changes in the previously non-dominant, unaffected hemisphere. This asymmetric bilaterality may explain why up to half of stroke patients are dysphagic and why many will regain a safe swallow over a comparatively short period. Despite this propensity for recovery, dysphagia carries a sevenfold increased risk of aspiration pneumonia and is an independent predictor of mortality. The identification, clinical course, pathophysiology, and treatment of dysphagia after stroke are discussed in this review.

Assuntos

Transtornos de Deglutição/etiologia Acidente Cerebral Vascular/complicações Doenças do Sistema Nervoso Central/complicaçõesDoenças do Sistema Nervoso Central/fisiopatologia Deglutição/fisiologia Transtornos de Deglutição/diagnóstico Transtornos de Deglutição/terapia Endoscopia do Sistema Digestório/métodos Terapia por Exercício Fluoroscopia/métodos Humanos Sistemas Automatizados de Assistência Junto ao Leito Prognóstico Acidente Cerebral Vascular/reabilitação

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Comparação entre queixas de deglutição e achados videofluoroscópicos no paciente pós acidente vascular encefálico

Gatto , Ana Rita; Rehder, Maria Inês Beltrati Cornacchioni.

Rev. CEFAC; 8(3): 320-327, jul.-set. 2006.

Resumo

Objetivo: comparar queixas referidas de alterações na deglutição com achados do exame objetivo dadeglutição em pacientes pós acidente vascular encefálico. Métodos: foram avaliados, neste estudo,20 sujeitos idosos, de ambos os gêneros, pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), do Hospital dasClínicas da Universidade Estadual Paulista û Unesp/Botucatu, internados na Enfermaria de Neurologiaou Pronto Socorro. Resultados: 30% dos pacientes queixavam-se de dificuldades de deglutição,quando a pergunta era geral; os demais pacientes somente referiam dificuldades quando minuciosamenteinterrogados; 90% dos pacientes apresentavam disfagia orofaríngea, sendo que 40% destas eramdisfagia grave. Destes 40%(6), somente 50%(3) apresentavam queixas. Dos pacientes sem queixas,com alteração na dinâmica da deglutição, constatou-se que 16(84,21%) dos pacientes, sem queixasde dificuldades com alimentos pastosos, apresentavam quadro de disfagia orofaríngea e 11(57,89%)alteração do controle oral, 13(86,67%) dos pacientes, sem queixas de dificuldades com líquidos,tinham disfagia e 8(53,33), alteração no controle oral. Conclusão: concluiu-se que as queixas dospacientes não corresponderam e apresentaram-se aquém dos achados da videofluoroscopia dadeglutição. Desta forma, é sempre necessária uma avaliação cuidadosa da deglutição nos pacientespós-acidente vascular encefálico.

Assuntos

Estudo Comparativo Humanos Masculino Feminino Meia-Idade Idoso Acidente Cerebral Vascular/complicações Transtornos de Deglutição/radiografia Fluoroscopia/métodos Acidente Cerebral Vascular/fisiopatologia Transtornos de Deglutição/etiologiaOrofaringe/fisiopatologia Distribuição de Qui-Quadrado Gravação de Videoteipe Questionários Anamnese Transtornos de Deglutição/fisiopatologia

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Disfagia orofaríngea pós-acidente vascular encefálico no idoso

Silva, Lúcia Marilac da.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 9(2): 93-106, ago. 2006.

Resumo

A deglutição é um processo complexo, que envolve estruturas relacionadas à cavidade oral, faringe, laringe e esôfago, submetidas a um controle neural que permite a condução do conteúdo oral até o estômago. Dessa maneira, uma lesão neurológica, tal como o acidente vascular encefálico (AVE), ao comprometer qualquer uma dessas estruturas, pode acarretar um distúrbio de deglutição, denominado de disfagia. O termo AVE refere-se aos déficits neurológicos decorrentes de alterações na circulação encefálica, que podem ser divididos em isquêmico e hemorrágico. A idade avançada é um dos maiores fatores de risco. A disfagia pode trazer déficits nutricionais e de hidratação ao indivíduo, bem como comprometimentos do seu estado pulmonar. Este trabalho propõe apresentar uma revisão bibliográfica na qual serão enfocados pontos e questões importantes da atuação do fonoaudiólogo na disfagia orofaríngea pós-AVE no idoso

A influência das fases oral e faríngea na dinâmica da deglutição

Elaine Keiko Yamada; Karina Oliveira de Siqueira; Denise Xerez; Hilton Augusto Koch; Milton Melciades B. Costa

Arq. Gastroenterol. vol.41 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2004

RESUMO

RACIONAL: Embora a dinâmica da deglutição ocorra de forma integrada, a fase oral não tem sido tão valorizada quanto a fase faríngea. 
OBJETIVOS: 
Avaliar, através do método videofluoroscópico, a fase oral da deglutição, para observar as características da organização do bolo líquido em voluntários sadios e as variações desta organização em exames de pacientes disfágicos. Estabelecer a inter-relação funcional dos estágios de organização e ejeção oral do bolo. Verificar a presença (ou ausência) de interferência do binômio organização/ejeção oral, sobre a fase faríngea da deglutição. 
CASUÍSTICA E MÉTODO: 
Analisaram-se os exames videofluoroscópicos de 44 indivíduos; destes, 14 eram adultos, voluntários sadios, e 30 disfágicos, sendo 15 pacientes com seqüelas de acidente vascular encefálico e 15 com doença de Parkinson. Todos os indivíduos estudados foram submetidos a avaliação videofluoroscópica da dinâmica da deglutição seguindo protocolo descrito por Junqueira e Costa. Privilegiou-se a incidência em perfil direito com meio de contraste líquido (solução de sulfato de bário).
RESULTADOS: Segundo a organização intra-oral do bolo contrastado, pôde-se classificar a organização oral como: fechada, aberta, que pode ser subdividida em anterior e ântero-superior, alongada e instável. A ejeção pode ser definida como: adequada, lentificada e em dois tempos. A correlação entre a dinâmica oral representada pela organização e a dinâmica faríngea pode ser percebida como: adequada, adaptada e alterada. Os diversos tipos de organização e ejeção, assim como as correlações observadas, mostram-se estatisticamente significantes.
CONCLUSÕES: A organização do tipo fechada é a que se caracterizou como normal. Organizações aberta ântero-superior, alongada e instável revelam alteração no processo da deglutição. As ejeções dos tipos lentificada e dois tempos também denotam alteração da fisiologia da deglutição. Existe correlação funcional entre os estágios de organização e ejeção oral. A organização oral influiu não só na qualidade da ejeção oral mas também na da dinâmica da fase faríngea.

Descritores: Deglutição, fisiologia. Transtornos de deglutição. Acidente cerebrovascular. Doença de Parkinson.

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The influence of sour taste and cold temperature in pharyngeal transit duration in patients with stroke

COLA, Paula Cristina et al.

Arq. Gastroenterol. [online]. 2010, vol.47, n.1, pp. 18-21.

CONTEXT: The effect of sour taste and food temperature variations in dysphagic patients has not been entirely clarified. OBJECTIVE: To determine the effect of sour and cold food in the pharyngeal transit times of patients with stroke. METHODS: Patients participating in this study were 30 right-handed adults, 16 of which were male and 14 were female, aged 41 to 88 (average age 62.3 years) with ictus varying from 1 to 30 days (median of 6 days). To analyze the pharyngeal transit time a videofluoroscopy swallow test was performed. Each patient was observed during swallow of a 5 mL paste bolus given by spoon, totaling four different stimuli (natural, cold, sour and cold sour), one at a time, room temperature (22ºC) and cold (8ºC) were used. Later, the tests were analyzed using specific software to measure bolus transit time during the pharyngeal phase. RESULTS: The results showed that the pharyngeal transit time was significantly shorter during swallow of cold sour bolus when compared with other stimuli. Conclusion – Sour taste stimuli associated to cold temperature cause significant change in swallowing patterns, by shortening the pharyngeal transit time, which may lead to positive effects in patients with oropharyngeal dysphagia.

Palavras-chave : Stroke; Taste perception; Temperature sense; Deglutition disorders.

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Capacidade funcional e qualidade de vida em pacientes idosos com ou sem disfagia após acidente vascular encefálico isquêmico

Brandão, Dênis Marinho da Silva; Nascimento, Joanna Lopes da Silva; Vianna, Lucy Gomes
Rev. Assoc. Med. Bras. 55(6): 738-743, GRA. 2009

RESUMO

OBJETIVO: Analisar a capacidade funcional e a qualidade de vida em indivíduos idosos após AVE Isquêmico, comparando sujeitos com e sem disfagia.
MÉTODOS: Estudo transversal em 60 sujeitos idosos após AVE, sendo 30 com disfagia e 30 sem disfagia. Para avaliar o estado cognitivo dos pacientes foi utilizado o Mini-Mental. As escalas utilizados foram: de KATZ, de Lawton, de Barthel e o SF-36.
RESULTADOS: A capacidade funcional foi similar nos dois grupos estudados. No SF-36, o grupo sem disfagia apresentou mais dor e melhor estado geral de saúde. Na capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, limitações por aspectos emocionais e saúde mental os grupos foram similares. Entre os homens, em todos os instrumentos, encontrou-se capacidade funcional similar. Entre as mulheres, a capacidade funcional foi similar enquanto que, na qualidade de vida, o domínio vitalidade do grupo sem disfagia foi maior. Não houve diferença quanto à renda econômica baixa, tanto na capacidade funcional quanto na qualidade de vida. Também não houve diferença entre os dois grupos quanto a ter ou não cuidador.
CONCLUSÕES: 1) A capacidade funcional foi similar nos dois grupos estudados. 2) O grupo sem disfagia apresentou melhor estado geral de saúde.

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