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Correlação entre a lesão encefálica e a disfagia em pacientes adultos com acidente vascular encefálico

Nunes, Maria Cristina de Alencar; Jurkiewicz, Ari Leon; Santos, Rosane Sampaio; Furkim, Ana Maria; Massi, Giselle; Pinto, Gisele Sant´Ana; Lange, Marcos Christiano
Int. Arch. Otorhinolaryngol. 16(3): 313-321, TAB. 2012 Sep.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A incidência da disfagia orofaríngea, em pacientes com acidente vascular encefálico (AVE), varia de 20% a 90% na literatura. Estudos correlacionam a localização do AVE com a presença de disfagia e outros não a correlacionam.
OBJETIVO: Correlacionar a lesão encefálica com a disfagia em pacientes com diagnóstico de AVE, considerando-se o tipo e a localização do AVE.
MÉTODO: Estudo prospectivo realizado no Hospital de Clínicas com 30 pacientes com AVE, sendo 18 do sexo feminino e 12 do masculino. Todos realizaram avaliações clínica e nasolaringofibroscópica da deglutição (FEES®) e divididos pela localização da lesão: córtex cerebral, córtex cerebelar e áreas subcorticais e tipo: hemorrágico, isquêmico ou transitório.
RESULTADOS: Dos 30, 18 apresentaram AVE tipo isquêmico, dois hemorrágico e 10 transitório. Sobre a localização, 10 a apresentaram no córtex cerebral, três nos córtices cerebral e cerebelar, três no córtex cerebral e subcortical, um nos córtices cerebral, cerebelar e subcortical e três subcortical. Na avaliação clínica houve predomínio da disfagia oral em pacientes com lesão no córtex cerebral e subcortical do tipo isquêmico. No FEES® a diminuição da sensibilidade laríngea predominou no córtex cerebral e tipo isquêmico. Os resíduos faríngeos em valéculas epiglóticas associadas com recessos piriformes predominaram no córtex cerebral em todas as consistências e tipo isquêmico. Um paciente com lesão nos córtices cerebral e cerebelar apresentou penetração laríngea e aspiração traqueal nas consistências líquida e mel, do tipo isquêmico.
CONCLUSÃO: Houve predomínio da disfagia na localização da lesão no córtex cerebral e do tipo isquêmico.

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Impacto da aspiração supra-cuff na prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica

Carolina Ramos de Souza; Vivian Taciana Simioni Santana

Rev. bras. ter. intensiva vol.24 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

RESUMO

O paciente crítico encontra-se intubado ou traqueostomizado por necessitar, na maioria dos casos, de ventilação mecânica invasiva. As cânulas utilizadas possuem o cuff, que pode atuar como um reservatório de secreções da orofaringe, predispondo à pneumonia associada à ventilação mecânica. Estudos têm demonstrado que a aspiração das secreções subglóticas por lúmen dorsal de sucção acima do cuff do tubo orotraqueal retarda e reduz a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica. O objetivo desta revisão foi verificar, na literatura, a importância da utilização da aspiração com dispositivo supra-cuff em pacientes críticos submetidos à intubação orotraqueal ou traqueostomia na prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica. Para tanto, foi realizada revisão bibliográfica entre os anos de 1986 a 2011, por meio de portais de bases de dados nacionais e internacionais. Verificou-se que a aspiração das secreções subglóticas apresenta poucos resultados em relação à diminuição dos dias de ventilação mecânica e de permanência na unidade de terapia intensiva, além de não ser efetiva na diminuição da mortalidade, porém, mostra-se eficaz na redução da incidência da pneumonia associada à ventilação mecânica de início precoce e na redução de seus custos hospitalares. A forma de aspiração das secreções subglóticas contínua mostra-se mais eficiente na remoção de secreções; contudo, a forma intermitente parece ser a menos lesiva. Conclui-se que as cânulas com dispositivo de aspiração supra-cuff permitem a aspiração das secreções subglóticas, proporcionando benefícios aos pacientes críticos, uma vez que reduzem-se a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica e, consequentemente, os custos hospitalares, além de não haver relação com efeitos adversos em larga escala.

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Food in liquid consistency and deglutition: a critical review of the literature

Elaine Cristina Pires; Fernanda Chiarion Sassi; Laura Davison Mangilli; Suelly Cecília Olivan Limongi; Claudia Regina Furquim de Andrade

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo dez. 2012

ABSTRACT

The purpose of this literature review was to analyze international scientific papers published on the physiology of swallowing fluids in the oral and pharyngeal phases. The employed methodology involved the formulation of a question, the location and selection of studies, and a critical assessment of the manuscripts according to the concepts of the Cochrane Handbook. We identified 185 articles, of which 141 were excluded for not being directly related to the theme. Twenty-nine studies were analyzed. The researchers were strongly focused on ways to identify dysphagia and not on the features offered by swallowing various consistencies. Regarding the methodology employed in the reviewed articles, it was observed that there were no control groups in most studies. The studied groups were heterogeneous, especially when considering individuals with neurological disorders. In addition, the subjects were not paired by age. Thus, the findings of this review indicate that clinicians face great difficulty in applying these scientific findings in their daily practices, which, in turn, limits the use of evidence-based practice.

Keywords: Deglutition; Food; Drinking behavior; Deglutition disorders; Speech, language and hearing sciences

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Alimentos na consistência líquida e deglutição: uma revisão crítica da literatura

Elaine Cristina Pires; Fernanda Chiarion Sassi; Laura Davison Mangilli; Suelly Cecília Olivan Limongi; Claudia Regina Furquim de Andrade

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo dez. 2012

RESUMO

O objetivo da presente revisão de literatura foi analisar artigos científicos internacionais publicados sobre a fisiologia da deglutição de alimentos líquidos nas fases oral e faríngea. A metodologia empregada envolveu a formulação da pergunta; localização e seleção dos estudos; avaliação crítica dos artigos; conforme os preceitos do Cochrane Handbook. Foram identificados 185 artigos, dos quais se excluiu 141 por não relacionarem-se diretamente ao tema e analisou-se 29 estudos. As pesquisas estão fortemente relacionadas às formas de identificação de disfagia e não as características proporcionadas pela deglutição de diferentes consistências. Quanto à metodologia empregada nos artigos analisados observa-se que na maioria dos estudos não há grupo-controle. Os grupos estudados são heterogêneos, principalmente quando considerando indivíduos com alterações neurológicas, além disso, não há pareamento de idade na maioria dos estudos. Dessa forma, os achados desta revisão demonstram que há dificuldade na aplicabilidade clínica dos achados científicos, dificultando a prática baseada evidências.

Descritores: Deglutição; Alimentos; Comportamento de ingestão de líquido; Transtornos de deglutição; Fonoaudiologia

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Impaired food transportation in Parkinson’s disease related to lingual bradykinesia

Umemoto G; Tsuboi Y; Kitashima A; Furuya H; Kikuta T

Dysphagia;26(3):250-5, 2011 Sep.

This study aimed to analyze quantitatively videofluoroscopic (VF) images of patients with Parkinson’s disease (PD), to evaluate if the predicted factors of the oral phase of swallowing deteriorated with PD progression, and to demonstrate a relationship between the abnormal movements of the tongue and food transportation. Thirty PD patients were recruited and divided into mild/moderate (Hoehn & Yahr stages II and III) and advanced (stages IV and V) groups. They underwent measurement of tongue strength and VF using 5 ml of barium gelatin jelly as a test food. We measured the speed of bolus movement and the range of tongue and mandible movements during oropharyngeal transit time. The maximum tongue pressure of the mild/moderate group was significantly larger than that of advanced group (p = 0.047). The oropharyngeal transit time of the mild/moderate group was significantly shorter than that of the advanced group (p = 0.045). There was a significant negative correlation between the speed of tongue movement and the oropharyngeal transit time (p = 0.003, R = -0.527). Prolonged mealtimes and the ejection of insufficiently masticated food from the oral cavity into oropharynx were associated with PD progression. These results indicate the importance of the oral phase of swallowing in PD patients.

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Risperidone-induced bulbar palsy-like syndrome

Sico JJ; Patwa H

Dysphagia;26(3):340-3, 2011 Sep.

There have been several case reports of risperidone-associated dysphagia. Risperidone-induced bulbar palsy-like syndrome has not been previously described. We report on a 58-year-old gentleman with prior history of schizophrenia and remote chlorpromazine use with no history of extrapyramidal symptoms who experienced acute onset of dysphagia and facial diplegia with hyperprolactinemia while being treated with risperidone. To date there have been five reported cases of dysphagia associated with risperidone, occurring by such mechanisms as isolated pharyngeal dysfunction from pharyngeal constrictor palsy and dystonia, drug-induced parkinsonism, and acute dystonic reaction. These cases were associated either with initiation or up-titration of risperidone, with complete resolution of dysphagia after medication discontinuation or dose change. Our patient developed dysphagia within 2 weeks of taking risperidone and completely resolved 1 month after the medication was stopped. Unlike other reported cases, our patient also experienced symptomatic hyperprolactinemia, another known side effect of risperidone. Physicians should also be aware that risperidone can be associated with oropharyngeal dysphagia secondary to an acute bulbar palsy-like syndrome that places patients at increased risk of aspiration events and its associated morbidity and mortality.

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Measuring elderly dysphagic patients’ performance in eating–a review

Hansen T; Kjaersgaard A; Faber J

Disabil Rehabil;33(21-22):1931-40, 2011.

PURPOSE: This review aims to identify psychometrically robust assessment tools suitable for measuring elderly dysphagic patients’ performance in eating for use in clinical practice and research. METHOD: Electronic databases, related citations and references were searched to identify assessment tools integrating the complexity of the eating process. Papers were selected according to criteria defined a priori. Data were extracted regarding characteristics of the assessment tools and the evidence of reliability, validity and responsiveness. Quality appraisal was undertaken using developed criteria concerning the study design, the statistics used for the psychometric evaluation and the reported values. RESULTS: Eight of fourteen identified assessment tools met the inclusion criteria. Three assessment tools were specific to dementia, two were specific to stroke and three targeted a range of neurological and geriatric conditions. The rigor of the assessment tools’ psychometric properties varied from no evidence available to excellent evidence. Only two assessment tools were rated adequate to excellent. CONCLUSION: ‘The Minimal Eating Observation Form-Version II’ to be used for screening and ‘The McGill Ingestive Skills Assessment’ to be used for treatment planning and monitoring appeared to be psychometrically robust for clinical practice and research. However, further research on their psychometric properties is needed.

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