Arquivo da tag: elderly

Análise clínica da deglutiçäo e dificuldades de alimentaçäo de idosos desnutridos em acompanhamento ambulatorial

Cortés, Lúcia Serpentino; Bilton, Tereza L; Suziki, Heloísa; Sanches, Elaine Paulikas; Venites, Juliana Paula; Luccia, Gabriela D.

Distúrb. comun; 14(2): 211-235, jun. 2003.

Resumo

Visa verificar se pacientes idosos acompanhados em ambulatório, com diagóstico de desnutriçäo, apresentam também dificuldades de deglutiçäo. Para tanto, nove idosos desnutridos de ambos os sexos, com idades entre 64 e 86 anos, foram submetidos a avaliaçäo fonoaudiológica específica para identificaçäo de alteraçöes em fase oral de deglutiçäo. Concluiu-se que idosos desnutridos säo mais susceptíveis ao desenvolvimento de alteraçöes de deglutiçäo, necessitando da atuaçäo conjunta de nutricionistas e fonoaudiólogos para que as dificuldades presentes sejam sanadas, prevenindo o aparecimento de outras alteraçöes e garantindo a melhoria da qualidade de vida

A utilização da videoendoscopia da deglutição para a avaliação quantitativa da duração das fases oral e faríngea da deglutição na população geriátrica

Santoro, Patrícia Paula; Tsuji, Domingos Hiroshi; Lorenzi, Maria Cecília; Ricci, Fabiana.

@rq. otorrinolaringol; 7(3): 181-187, set. 2003.

Resumo

A disfagia orofaríngea caracteriza-se por um problema de transferência do bolo alimentar da cavidade oral até o esôfago. Avanços relacionados ao entendimento fisiopatológico da disfagia e aos métodos de avaliação existentes têm proporcionado seu diagnóstico precoce e a escolha de melhores opções terapêuticas, com redução de potenciais complicações. A videofluoroscopia é considerada o “padrão-ouro” para avaliação da deglutição. A videoendoscopia da deglutição pode representar uma boa alternativa diagnóstica, sendo que seu papel na avaliação quantitativa da deglutição já está bem estabelecido na prática clínica.(AU)

Disfagia do idoso: estudo videofluoroscópico de idosos com e sem doença de Parkinson

Bigal, Alessandra; Harumi, Daniela; Luz, Mislene; De Luccia, Gabriela; Bilton, Tereza.

Distúrb. comun; 19(2): 213-223, 2007.

Resumo

Objetivo: descrever as alterações nas fases oral, farínfea e esofágica da deglutição de pacientes idosos com doença de Parkinson (DP) avaliados pela videofluoroscopia, comparando com as queixas relatadas pelos mesmos; comparar as alterações entre pacientes com doença de Parkinson e um grupo de idosos com mais de 60 anos sem alterações neurológicas (grupo controle). Método: foram levantadas as principais queixas quanto à deglutição e avaliados pela videofluoroscopia 25 pacientes com doença de Parkinson (DP), sendo 19 do sexo masculino e 6 do sexo feminino entre o II e IV estágio da doença, segundo a escala modificada de Hoehn e Yahr. Os pacientes foram avaliados em todas as consistências alimentares. Os achados foram comparados com o grupo controle. Resultados: na fase oral, as alterações mais comuns foram: dificuldade no movimento de preparo e organização do bolo alimentar, fechamento labial inadequado, tremor da língua em repouso e durante a mastigação e permanência do meio de contraste em cavidade oral. Na fase faríngea foi observada estase em valéculas, recessos piriformes e esfíncter esofágico superior, necessidade de múltiplas deglutições para limpeza e aspiração laringo-traqueal. Na fase esofágica, presença de contrações terciárias, diminuição do peristaltismo, presença de refluxo gastroesofágico. Conclusão: pacientes com doença de Parkinson podem apresentar alterações nas fases oral, faríngea e esofágica da deglutição mais freqüentes do que em idosos sem alterações neurológicas .

Assuntos

Humanos Masculino Feminino Idoso Idoso de 80 Anos ou mais Deglutição Doença de Parkinson Idoso FluoroscopiaEstudos de Casos

ACESSE O PERIÓDICO

Disfagia em cardiopatas idosos: teste combinado de deglutição e monitorização dos sinais vitais

Dantas, Mara de Oliveira Rodrigues Luiz.

Tese (doutorado) – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Área de Concentração: Comunicação Humana – São Paulo, 2008
Orientador: Claudia Regina Furquim de Andrade

Disfagia orofaríngea ocorre em pacientes após cirurgias cardíacas e prolonga o tempo de internação. O objetivo da presente Tese foi identificar as características da deglutição nos cardiopatas idosos indicados à cirurgia de Revascularização Miocárdica. Foi utilizado um protocolo combinado de deglutição de água, ausculta cervical e monitorização dos sinais vitais. O registro da freqüência cardíaca e da saturação de oxigênio (FC e SpO2) foi realizado com oxímetro de pulso antes, durante e após o teste de deglutição de água com 1,3,5,10, 15 e 20 ml. A ausculta cervical foi realizada com estetoscópio eletrônico para a análise do número, tempo de resposta e classificação do som da deglutição. Foram registradas a freqüência respiratória (FR) e a presença de tosse e engasgo. Os resultados foram analisados através de dois estudos. O primeiro avaliou 60 idosos saudáveis, sendo 45 mulheres e 11 homens, com média de idade de 74,5 anos. Os resultados mostraram aumento da FC durante o teste e diminuição logo após. Houve aumento de SpO2 e FR após o teste. Houve deglutição única em todas as medidas exceto em 20 ml. O tempo de resposta da deglutição em todos os volumes foi menor que 1 segundo exceto em 1 e 3 ml. A ausência de tosses e engasgos foi predominante. O som do tipo 3 predominou em todos os volumes exceto em 20 ml onde predominou o som do tipo 1. Concluindo, as características da deglutição dos idosos saudáveis representaram alterações compatíveis com as mudanças fisiológicas decorrentes da idade e não evidenciaram a disfagia. No segundo estudo, 38 idosos com doença arterial coronária constituíram o Grupo de Pesquisa (GP) e foram comparados a 30 idosos saudáveis no Grupo Controle (GC). Foram avaliados 27 homens e 11 mulheres no GP, com média de idade de 68 anos. No GC foram avaliados 15 homens e 15 mulheres, com idade média de 70 anos. Houve diferença significativa no tempo de resposta da deglutição nos cardiopatas com FC abaixo de 60 , sendo mais curto em 3 ml, 10 ml, 15 ml e 20 ml. A FC permaneceu mais baixa nos cardiopatas. Não houve diferença significativa nos outros parâmetros, ou seja, os idosos cardiopatas foram semelhantes aos idosos saudáveis, exceto pelo tempo curto para a resposta da deglutição. Concluindo, a presente pesquisa mostrou que os idosos cardiopatas apresentam diferença na função de deglutição em relação aos idosos saudáveis. Os cardiopatas apresentam alterações da coordenação temporal entre respiração e deglutição, revelando risco para a disfagia. As técnicas de ausculta cervical e oximetria de pulso favoreceram a análise objetiva desses dados.

Palavras-chave:  Auscultação, Avaliação/métodos, Deglutição, Idoso, Infarto do miocárdio, Oximetria, Transtornos de deglutição/etiologia

Influência do envelhecimento na motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chagas

Dantas, Roberto Oliveira; Souza, Miguel Ângelo Nobre e; Ferriolli, Eduardo.

GED gastroenterol. endosc. dig; 17(5): 173-178, set.-out. 1998.

Resumo

Com o objetivo de avaliar o efeitto do envelhecimento na motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chagas, os autores estudaram, pelo método manométrico com perfusão contínua, a motilidade do esôfago em 75 pacientes com diagnóstico sorológico de doença de /chagas. Eles foram divididos em quatro grupos: pacientes com exame radiológico do esôfago normal sem disfagia com idade abaixo de 50 anos (grupo I, n= 35) ou acima de 50 anos (grupo II, n= 13) e pacientes com exames radiológico do esôfago com retenção do meio de contraste, sem dilatação e com disfagia e idade abaixo de 50 anos (grupo III, n= 11) ou acima de 50 anos (grupo IV, n= 16). Omo grupo controle foram estudados 40 voluntários normais. As contraçõesforam registradas após dez deglutições de 5ml de água e dez deglutições secas, com intervalo mínimo de 30 segundos entre elas. Em relação ao efeito idade, comparando o grupo I com o II e o III como o IV, observou-se que os grupos de maior idade têm menor número de deglutições com relaxamento completo do esfínter inferior do esôfago e maior número de falhas de contrações.(p<0,50). Não houve diferença significativa entre esses grupos quanto à amplitude, duração e velocidade das contrações, pressão do esfíncter inferior do esôfago (EIE), duração do relaxamento do EIE e o número de contrações síncronas ou com picos múltipos. Os autores concluem que os resultados sugerem que o envelhecimento pode interferir com a motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chaga, mas não agrava significativamente a esofagopatia da doença

Manobras odontológicas para diminuição do risco de pneumonia aspirativa em idosos

Mukai, Marcio Katsuyoshi; Galhardo, Alessandra Pucci Mantelli; Shiratori, Lucy Naomi; Mori, Matsuyoshi; Gil, Carlos.

RPG rev. pos-grad; 16(1): 43-48, jan.-mar. 2009.

Resumo

A expectativa de vida da população tem aumentado significativamente, principalmente na faixa etária a partir dos 60 anos. O diagnóstico precoce e o sucesso no tratamento de muitas doenças sistêmicas contribuíram para o aumento da população dessa faixa etária. A pneumonia é uma das doenças mais frequentes em idosos e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar proporciona segurança, eficiência e eficácia na deglutição orofaríngea, mantendo uma nutrição e hidratação para melhorar a higiene oral. A Odontologia, como parte do corpo de saúde, deve se preocupar com a reabilitação oral, proporcionando uma melhor eficiência mastigatória, estimulando os músculos da mastigação e da deglutição, para que haja menos resíduo alimentar na orofaringe. Um protocolo de higienização diminui a placa bacteriana e controla as doenças gengivoperiodontais, além de estimular os nervos sensoriais na cavidade oral, elevando os níveis de substância P e reforçando a liberação de neuropeptídeos, através das vias aferente ou eferente do reflexo da deglutição.

Assuntos

Higiene Bucal Transtornos de Deglutição Pneumonia Aspirativa Diagnóstico Precoce Substância P Reabilitação Bucal Esperança de Vida

ACESSE O PERIÓDICO

Deglutição e envelhecimento: enfoque nas manobras facilitadoras e posturais utilizadas na reabilitação do paciente disfágico

Steenhagen, Claudia Helena Vigné Alvarez de; Motta, Luciana Branco da.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 9(3): 89-100, jan. 2006.

Resumo

O propósito deste artigo é apresentar uma revisão de literatura sobre as manobras utilizadas na reabilitação das disfagias. O aumento da população idosa acarreta maior prevalência de doenças neurológicas que cursam com quadro de disfagia o que reforça a necessidade de estudos tema. Este fato vem despertando atenção de por parte de profissionais que atuam na reabilitação, em especial a fonoaudiologia. Dentro da reabilitação encontramos manobras facilitadoras e posturais que podem proporcionar maior segurança alimentar. Baseados na literatura, observamos que as manobras facilitadoras supraglótica, supersupraglótica e de esforço ajudam na proteção da via aérea através da técnica do controle da apnéia confortável, e afirmam ter como propósito à segurança alimentar do paciente disfágico. As manobras posturais de cabeça para baixo, cabeça para trás, rotação de cabeça para o lado comprometido e cabeça inclinada para o lado bom mostraram ter como propósito o fechamento do vestíbulo laríngeo, reduzirem a distância hio-laríngea e a drenagem gravitacional do alimento em direção à faringe. Assim sendo, o estudo da dinâmica da deglutição através do método videofluoroscópico e o conhecimento por parte dos profissionais das diferentes manobras e suas complicações clínicas mostraram ser importantes para a reabilitação do paciente idoso disfágico

Disfagia orofaríngea pós-acidente vascular encefálico no idoso

Silva, Lúcia Marilac da.

Rev. bras. geriatr. gerontol; 9(2): 93-106, ago. 2006.

Resumo

A deglutição é um processo complexo, que envolve estruturas relacionadas à cavidade oral, faringe, laringe e esôfago, submetidas a um controle neural que permite a condução do conteúdo oral até o estômago. Dessa maneira, uma lesão neurológica, tal como o acidente vascular encefálico (AVE), ao comprometer qualquer uma dessas estruturas, pode acarretar um distúrbio de deglutição, denominado de disfagia. O termo AVE refere-se aos déficits neurológicos decorrentes de alterações na circulação encefálica, que podem ser divididos em isquêmico e hemorrágico. A idade avançada é um dos maiores fatores de risco. A disfagia pode trazer déficits nutricionais e de hidratação ao indivíduo, bem como comprometimentos do seu estado pulmonar. Este trabalho propõe apresentar uma revisão bibliográfica na qual serão enfocados pontos e questões importantes da atuação do fonoaudiólogo na disfagia orofaríngea pós-AVE no idoso

Dysphagia treatment post stroke: a systematic review of randomised controlled trials

Norine Foley,Robert Teasell, Katherine Salter, Elizabeth Kruger, Rosemary Martino

Age Ageing (2008) 37 (3): 258-264. doi: 10.1093/ageing/afn064

Abstract

Background: dysphagia is common following stroke and is associated with the development of pneumonia. Many dysphagia treatment options are available, some still experimental and others already rooted in common practice. Previous reviews of these treatments were limited due to a dearth of available studies. Recently, more trials have been published warranting a re-examination of the evidence.

Objective: a systematic review of all randomised controlled trials (RCTs), updating previous work and evaluating a broader range of therapeutic interventions intended for use in adults recovering from stroke and dysphagia.

Methods: using multiple databases, we identified RCTs published between the years 1966 and August 2007 examining the efficacy of dysphagia therapies following stroke. Across studies, results of similar treatments and outcomes were compared and evaluated.

Results: fifteen articles were retrieved assessing a broad range of treatments that included texture-modified diets, general dysphagia therapy programmes, non-oral (enteral) feeding, medications, and physical and olfactory stimulation. Across the studies there was heterogeneity of the treatments evaluated and the outcomes assessed that precluded the use of pooled analyses. Descriptively these findings present emerging evidence that nasogastric tube feeding is not associated with a higher risk of death compared to percutaneous feeding tubes; and general dysphagia therapy programmes are associated with a reduced risk of pneumonia in the acute stage of stroke.

Conclusions: dysphagia is known to be a common and potentially serious complication of stroke. Despite the recent newly published RCTs, few utilise the same treatment and outcomes thereby limiting the evidence to support the medical effectiveness of common dysphagia treatments used for patients recovering from stroke.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Enteral tube feeding for older people with advanced dementia

Sampson EL, Candy B, Jones L.

Cochrane Database Syst Rev. 2009 Apr 15;(2):CD007209.

Abstract

BACKGROUND:

The use of enteral tube feeding for patients with advanced dementia who have poor nutritional intake is common. In one US survey 34% of 186,835 nursing home residents with advanced cognitive impairment were tube fed. Potential benefits or harms of this practice are unclear.

OBJECTIVES:

To evaluate the outcome of enteral tube nutrition for older people with advanced dementia who develop problems with eating and swallowing and/or have poor nutritional intake.

SEARCH STRATEGY:

The Specialized Register of the Cochrane Dementia and Cognitive Improvement Group (CDCIG), The Cochrane Library, MEDLINE, EMBASE, PsycINFO, CINAHL and LILACS were searched in April 2008. Citation checking was undertaken. Where it was not possible to accept or reject, the full text of the citation was obtained for further evaluation.

SELECTION CRITERIA:

Randomized controlled trials (RCTs), controlled clinical trials, controlled before and after studies and interrupted time series studies that evaluated the effectiveness of enteral feeding via a nasogastric tube or via a tube passed by percutaneous endoscopic gastrostomy (PEG) were planned to be included. In addition, controlled observational studies were included. The study population comprised adults aged 50 and over (either sex), with a diagnosis of primary degenerative dementia made according to validated diagnostic criteria such as DSM-IV or ICD-10 (APA 1994; WHO 1993) and with advanced cognitive impairment defined by a recognised and validated tool or by clinical assessment and had poor nutrition intake and/or develop problems with eating and swallowing. Where data were limited we also considered studies in which the majority of participants had dementia.

DATA COLLECTION AND ANALYSIS:

Data were independently extracted and assessed by one reviewer, checked by a second and if necessary, in the case of any disagreement or discrepancy it was planned that it would be reviewed by the third reviewer. Where information was lacking, we attempted contact with authors. It was planned that meta-analysis would be considered for RCTs with comparable key characteristics. The primary outcomes were survival and quality of life (QoL).

MAIN RESULTS:

No RCTs were identified. Seven observational controlled studies were identified. Six assessed mortality. The other study assessed nutritional outcomes. There was no evidence of increased survival in patients receiving enteral tube feeding. None of the studies examined QoL and there was no evidence of benefit in terms of nutritional status or the prevalence of pressure ulcers.

AUTHORS’ CONCLUSIONS:

Despite the very large number of patients receiving this intervention, there is insufficient evidence to suggest that enteral tube feeding is beneficial in patients with advanced dementia. Data are lacking on the adverse effects of this intervention.

ACESSE O PERIÓDICO