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Lower esophageal sphincter relaxation is impaired in older patients with dysphagia

Autor(es): Besanko LK; Burgstad CM; Mountifield R; Andrews JM; Heddle R; Checklin H; Fraser RJ
Fonte: World J Gastroenterol; 17(10): 1326-31, 2011 Mar 14.
ABSTRACT
AIM: To characterize the effects of age on the mechanisms underlying the common condition of esophageal dysphagia in older patients, using detailed manometric analysis. METHODS: A retrospective case-control audit was performed on 19 patients aged ≥ 80 years (mean age 85 ± 0.7 year) who underwent a manometric study for dysphagia (2004-2009). Data were compared with 19 younger dysphagic patients (32 ± 1.7 years). Detailed manometric analysis performed prospectively included basal lower esophageal sphincter pressure (BLESP), pre-swallow and nadir LESP, esophageal body pressures and peristaltic duration, during water swallows (5 mL) in right lateral (RL) and upright (UR) postures and with solids. Data are mean ± SE; a P-value < 0.05 was considered significant. RESULTS: Elderly dysphagic patients had higher BLESP than younger patients (23.4 ± 3.8 vs 14.9 ± 1.2 mmHg; P < 0.05). Pre-swallow LESP was elevated in the elderly in both postures (RL: 1 and 4 s P = 0.019 and P = 0.05; UR: P < 0.05 and P = 0.05) and solids (P < 0.01). In older patients, LES nadir pressure was higher with liquids (RL: 2.3 ± 0.6 mmHg vs 0.7 ± 0.6 mmHg, P < 0.05; UR: 3.5 ± 0.9 mmHg vs 1.6 ± 0.5 mmHg, P = 0.01) with shorter relaxation after solids (7.9 ± 1.5 s vs 9.7 ± 0.4 s, P = 0.05). No age-related differences were seen in esophageal body pressures or peristalsis duration. CONCLUSION: Basal LES pressure is elevated and swallow-induced relaxation impaired in elderly dysphagic patients. Its contribution to dysphagia and the effects of healthy ageing require further investigation.

Swallowing Disorders in the Elderly

Joshua S. Schindler, James H. Kelly

Article first published online: 2 JAN 2009

DOI: 10.1097/00005537-200204000-0000

The Laryngoscope, Volume 112, Issue 4, pages 589–602, April 2002

Abstract

Changes that occur as a natural part of senescence in the complex action of deglutition predispose us to dysphagia and aspiration. As the “baby-boomers” begin to age, the onset of swallowing difficulties will begin to manifest in a greater number of our population. Recent advances in the evaluation of normal and abnormal swallowing make possible more precise anatomical and physiological diagnoses. Coupled with an understanding of swallowing physiology, such detailed evaluation allows greater opportunity to safely manage dysphagia with directed therapy and appropriate surgical intervention. The current study is a discussion of the changes that occur in deglutition with normal aging, contemporary evaluation of swallowing function, and some of the common causes of dysphagia in elderly patients.

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Análise clínica da deglutiçäo e dificuldades de alimentaçäo de idosos desnutridos em acompanhamento ambulatorial

Cortés, Lúcia Serpentino; Bilton, Tereza L; Suziki, Heloísa; Sanches, Elaine Paulikas; Venites, Juliana Paula; Luccia, Gabriela D.

Distúrb. comun; 14(2): 211-235, jun. 2003.

Resumo

Visa verificar se pacientes idosos acompanhados em ambulatório, com diagóstico de desnutriçäo, apresentam também dificuldades de deglutiçäo. Para tanto, nove idosos desnutridos de ambos os sexos, com idades entre 64 e 86 anos, foram submetidos a avaliaçäo fonoaudiológica específica para identificaçäo de alteraçöes em fase oral de deglutiçäo. Concluiu-se que idosos desnutridos säo mais susceptíveis ao desenvolvimento de alteraçöes de deglutiçäo, necessitando da atuaçäo conjunta de nutricionistas e fonoaudiólogos para que as dificuldades presentes sejam sanadas, prevenindo o aparecimento de outras alteraçöes e garantindo a melhoria da qualidade de vida

A utilização da videoendoscopia da deglutição para a avaliação quantitativa da duração das fases oral e faríngea da deglutição na população geriátrica

Santoro, Patrícia Paula; Tsuji, Domingos Hiroshi; Lorenzi, Maria Cecília; Ricci, Fabiana.

@rq. otorrinolaringol; 7(3): 181-187, set. 2003.

Resumo

A disfagia orofaríngea caracteriza-se por um problema de transferência do bolo alimentar da cavidade oral até o esôfago. Avanços relacionados ao entendimento fisiopatológico da disfagia e aos métodos de avaliação existentes têm proporcionado seu diagnóstico precoce e a escolha de melhores opções terapêuticas, com redução de potenciais complicações. A videofluoroscopia é considerada o “padrão-ouro” para avaliação da deglutição. A videoendoscopia da deglutição pode representar uma boa alternativa diagnóstica, sendo que seu papel na avaliação quantitativa da deglutição já está bem estabelecido na prática clínica.(AU)

Disfagia do idoso: estudo videofluoroscópico de idosos com e sem doença de Parkinson

Bigal, Alessandra; Harumi, Daniela; Luz, Mislene; De Luccia, Gabriela; Bilton, Tereza.

Distúrb. comun; 19(2): 213-223, 2007.

Resumo

Objetivo: descrever as alterações nas fases oral, farínfea e esofágica da deglutição de pacientes idosos com doença de Parkinson (DP) avaliados pela videofluoroscopia, comparando com as queixas relatadas pelos mesmos; comparar as alterações entre pacientes com doença de Parkinson e um grupo de idosos com mais de 60 anos sem alterações neurológicas (grupo controle). Método: foram levantadas as principais queixas quanto à deglutição e avaliados pela videofluoroscopia 25 pacientes com doença de Parkinson (DP), sendo 19 do sexo masculino e 6 do sexo feminino entre o II e IV estágio da doença, segundo a escala modificada de Hoehn e Yahr. Os pacientes foram avaliados em todas as consistências alimentares. Os achados foram comparados com o grupo controle. Resultados: na fase oral, as alterações mais comuns foram: dificuldade no movimento de preparo e organização do bolo alimentar, fechamento labial inadequado, tremor da língua em repouso e durante a mastigação e permanência do meio de contraste em cavidade oral. Na fase faríngea foi observada estase em valéculas, recessos piriformes e esfíncter esofágico superior, necessidade de múltiplas deglutições para limpeza e aspiração laringo-traqueal. Na fase esofágica, presença de contrações terciárias, diminuição do peristaltismo, presença de refluxo gastroesofágico. Conclusão: pacientes com doença de Parkinson podem apresentar alterações nas fases oral, faríngea e esofágica da deglutição mais freqüentes do que em idosos sem alterações neurológicas .

Assuntos

Humanos Masculino Feminino Idoso Idoso de 80 Anos ou mais Deglutição Doença de Parkinson Idoso FluoroscopiaEstudos de Casos

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Disfagia em cardiopatas idosos: teste combinado de deglutição e monitorização dos sinais vitais

Dantas, Mara de Oliveira Rodrigues Luiz.

Tese (doutorado) – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Área de Concentração: Comunicação Humana – São Paulo, 2008
Orientador: Claudia Regina Furquim de Andrade

Disfagia orofaríngea ocorre em pacientes após cirurgias cardíacas e prolonga o tempo de internação. O objetivo da presente Tese foi identificar as características da deglutição nos cardiopatas idosos indicados à cirurgia de Revascularização Miocárdica. Foi utilizado um protocolo combinado de deglutição de água, ausculta cervical e monitorização dos sinais vitais. O registro da freqüência cardíaca e da saturação de oxigênio (FC e SpO2) foi realizado com oxímetro de pulso antes, durante e após o teste de deglutição de água com 1,3,5,10, 15 e 20 ml. A ausculta cervical foi realizada com estetoscópio eletrônico para a análise do número, tempo de resposta e classificação do som da deglutição. Foram registradas a freqüência respiratória (FR) e a presença de tosse e engasgo. Os resultados foram analisados através de dois estudos. O primeiro avaliou 60 idosos saudáveis, sendo 45 mulheres e 11 homens, com média de idade de 74,5 anos. Os resultados mostraram aumento da FC durante o teste e diminuição logo após. Houve aumento de SpO2 e FR após o teste. Houve deglutição única em todas as medidas exceto em 20 ml. O tempo de resposta da deglutição em todos os volumes foi menor que 1 segundo exceto em 1 e 3 ml. A ausência de tosses e engasgos foi predominante. O som do tipo 3 predominou em todos os volumes exceto em 20 ml onde predominou o som do tipo 1. Concluindo, as características da deglutição dos idosos saudáveis representaram alterações compatíveis com as mudanças fisiológicas decorrentes da idade e não evidenciaram a disfagia. No segundo estudo, 38 idosos com doença arterial coronária constituíram o Grupo de Pesquisa (GP) e foram comparados a 30 idosos saudáveis no Grupo Controle (GC). Foram avaliados 27 homens e 11 mulheres no GP, com média de idade de 68 anos. No GC foram avaliados 15 homens e 15 mulheres, com idade média de 70 anos. Houve diferença significativa no tempo de resposta da deglutição nos cardiopatas com FC abaixo de 60 , sendo mais curto em 3 ml, 10 ml, 15 ml e 20 ml. A FC permaneceu mais baixa nos cardiopatas. Não houve diferença significativa nos outros parâmetros, ou seja, os idosos cardiopatas foram semelhantes aos idosos saudáveis, exceto pelo tempo curto para a resposta da deglutição. Concluindo, a presente pesquisa mostrou que os idosos cardiopatas apresentam diferença na função de deglutição em relação aos idosos saudáveis. Os cardiopatas apresentam alterações da coordenação temporal entre respiração e deglutição, revelando risco para a disfagia. As técnicas de ausculta cervical e oximetria de pulso favoreceram a análise objetiva desses dados.

Palavras-chave:  Auscultação, Avaliação/métodos, Deglutição, Idoso, Infarto do miocárdio, Oximetria, Transtornos de deglutição/etiologia

Influência do envelhecimento na motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chagas

Dantas, Roberto Oliveira; Souza, Miguel Ângelo Nobre e; Ferriolli, Eduardo.

GED gastroenterol. endosc. dig; 17(5): 173-178, set.-out. 1998.

Resumo

Com o objetivo de avaliar o efeitto do envelhecimento na motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chagas, os autores estudaram, pelo método manométrico com perfusão contínua, a motilidade do esôfago em 75 pacientes com diagnóstico sorológico de doença de /chagas. Eles foram divididos em quatro grupos: pacientes com exame radiológico do esôfago normal sem disfagia com idade abaixo de 50 anos (grupo I, n= 35) ou acima de 50 anos (grupo II, n= 13) e pacientes com exames radiológico do esôfago com retenção do meio de contraste, sem dilatação e com disfagia e idade abaixo de 50 anos (grupo III, n= 11) ou acima de 50 anos (grupo IV, n= 16). Omo grupo controle foram estudados 40 voluntários normais. As contraçõesforam registradas após dez deglutições de 5ml de água e dez deglutições secas, com intervalo mínimo de 30 segundos entre elas. Em relação ao efeito idade, comparando o grupo I com o II e o III como o IV, observou-se que os grupos de maior idade têm menor número de deglutições com relaxamento completo do esfínter inferior do esôfago e maior número de falhas de contrações.(p<0,50). Não houve diferença significativa entre esses grupos quanto à amplitude, duração e velocidade das contrações, pressão do esfíncter inferior do esôfago (EIE), duração do relaxamento do EIE e o número de contrações síncronas ou com picos múltipos. Os autores concluem que os resultados sugerem que o envelhecimento pode interferir com a motilidade do esôfago de pacientes com doença de Chaga, mas não agrava significativamente a esofagopatia da doença