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Comportamento motor oral e global de recém-nascidos de mães usuárias de crack e/ou cocaína

Marisa Gasparin; Josiele Larger Silveira; Letícia Wolff Garcez; Beatriz Salle Levy

Rev. soc. bras. fonoaudiol. vol.17 no.4 São Paulo dez. 2012

RESUMO

OBJETIVO: Analisar o comportamento motor oral e global de recém-nascidos de mães que fizeram uso de crack e/ou cocaína durante a gestação e verificar se há relação entre o desenvolvimento dos sistemas sensório motor oral (SSMO) e motor global.
MÉTODOS: Estudo transversal, em que foram avaliados 25 recém-nascidos prematuros e a termo de mães usuárias de crack e/ou cocaína, pareados com outro grupo de 25 recém-nascidos sem o fator em estudo. As avaliações do SSMO e motor global foram realizadas por meio do Instrumento de Avaliação da Prontidão do Prematuro para Início da Alimentação Oral e do Test of Infant Motor Performance (TIMP), respectivamente. Os resultados compararam os escores encontrados nas duas escalas e a relação destes com o uso materno do crack e/ou cocaína durante a gestação.
RESULTADOS: No TIMP não foi constatada diferença na comparação entre os escores de recém-nascidos de mães usuárias de crack e/ou cocaína e os de mães não usuárias. No Instrumento de Avaliação da Prontidão do Prematuro para Início da Alimentação Oral, os resultados apresentaram diferença. Foi observada associação entre os resultados de bebês que apresentaram atraso no TIMP com menor escore no Instrumento de Avaliação da Prontidão do Prematuro para Início da Alimentação Oral.
CONCLUSÃO: O baixo desempenho observado no Instrumento de Avaliação da Prontidão do Prematuro para Início da Alimentação Oral sugere que as respostas motoras orais estão alteradas pelo uso materno das drogas. A correlação entre os dois instrumentos mostra que o desenvolvimento do SSMO pode estar relacionado ao desenvolvimento motor global.

Descritores: Recém-nascido; Prematuro; Cocaína crack; Desempenho psicomotor; Sistema estomatognático; Desenvolvimento infantil

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Efetividade da intervenção fonoaudiológica no tempo de alta hospitalar do recém-nascido pré-termo

COSTA, Cristiane Nogueira et al.

Rev. CEFAC [online]. 2007, vol.9, n.1, pp. 72-78.

OBJETIVO: verificar a efetividade da intervenção fonoaudiológica na diminuição do tempo de alta hospitalar do recém nascido pré-termo. MÉTODOS: coleta de dados em 96 prontuários de recém-nascidos hospitalizados no Berçário Intermediário (BI) da Maternidade Marly Sarney no ano de 2000 a 2002 quando não havia atendimento fonoaudiológico e no ano de 2002 a 2004 quando ocorreu a implantação dos serviços fonoaudiológicos. RESULTADOS: os recém-nascidos que tiveram intervenção fonoaudiológica tiveram o tempo de internação mais curto do que os que não receberam. Os que receberam: 88% de 1 a 10 dias, 8% de 11 a 20 dias, 2% de 41 a 50 dias e 2% de 61 a 70 dias. Os que não receberam: 47,9% de 1 a 10 dias, 17,7% de 11 a 20 dias, 10,4% de 21 a 30 dias, 9,4% de 31 a 40 dias, 9,4% de 41 a 50 dias, 3,1% de 51 a 60 dias e 2,1% de 61 a 70 dias. Esse aspecto foi estatisticamente significante (p-valor < 0.000). CONCLUSÃO: os dados obtidos apontam para a efetividade da intervenção fonoaudiológica em recém-nascidos pré-termos. Houve associação entre menor tempo de internação hospitalar e presença de intervenção fonoaudiológica.

Palavras-chave : Recém-Nascido; Prematuro; Fonoterapia.

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Impact of feeding strategies on the frequency and clearance of acid and nonacid gastroesophageal reflux events in dysphagic neonates

Jadcherla SR; Chan CY; Moore R; Malkar M; Timan CJ; Valentine CJ

JPEN J Parenter Enteral Nutr;36(4):449-55, 2012 Jul.

BACKGROUND: Feeding difficulties and gastroesophageal reflux (GER) are common problems in neonates. The authors hypothesize that GER could be influenced by feeding mechanics by evaluating the effects of feeding volumes, feeding durations, feeding flow rates, and caloric density on the chemical composition and clearance of GER in dysphagic neonates. METHODS: Symptomatic dysphagic neonates (n = 35) underwent evaluation for suspected GER using pH-impedance methods. RESULTS: The proportions of acid and nonacid GER were different during the first, second, and third postprandial hours (P < .0001). Prolonged feeding duration was significantly associated with decreased total, nonacid GER and BCT (P < .03). Significant positive correlations (P < .05) were detected between feeding flow rate vs frequency of total, nonacid GER and BCT. Significant positive correlation (P = .002) was noted between feeding volume and BCT. BCT decreased with each hourly interval (analysis of variance [ANOVA] P < .05); however, ACT increased with each hourly interval (ANOVA P = .05). Comparison between BCT and ACT at each postprandial hour is remarkable for longer ACT during the second and third hours after the initiation of feed (P ≤ .001). No significant correlation was noted between the milk types (breast milk or formula) or caloric density with regard to the GER characteristics. Oral-fed infants had more GER events than gavage-fed infants. CONCLUSIONS: Prolonged feeding durations and slower flow rates are associated with decreased frequency of GER. Modification of feeding duration and flow rate can be a useful adjunct to ameliorate GER in dysphagic neonates.

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