Arquivo da tag: transtornos de deglutição

Disfagia orofaríngea em pacientes com esclerose múltipla: as escalas de classificação da doença refletem a gravidade da disfagia?

Fernandes, Alessandro Murano Ferré; Duprat, André de Campos; Eckley, Cláudia Alessandra; Silva, Leonardo da; Ferreira, Roberta Busch; Tilbery, Charles Peter.

Braz. j. otorhinolaryngol.;79(4): 460-465, ILUS.

RESUMO

A esclerose múltipla é uma afecção neurológica que envolve distúrbios da deglutição. Muitos estudos têm mostrado associação entre o comprometimento neurológico e o desempenho da deglutição, porém, os resultados têm sido conflitantes.


OBJETIVO: Identificar a frequência de disfagia nos pacientes com esclerose múltipla e os indicadores neurológicos que podem representar o desempenho da deglutição.


MÉTODO: Neste estudo (estudo transversal), 120 pacientes com esclerose múltipla foram submetidos à avaliação funcional da deglutição por fibronasofaringolaringoscopia, cujos resultados foram comparados com a pontuação das escalas de classificação (Formas Clínicas Evolutivas da Doença, Escala de Incapacidade Funcional por Sistemas e Escala Ampliada de Incapacidade Funcional [Kurtzke Expanded Disability Status Scale]).


RESULTADOS: A disfagia foi identificada em 90% dos pacientes. Dentre as formas clínicas, as formas progressivas (primária progressiva e secundária progressiva) apresentaram com maior frequência disfagia grave, enquanto a forma remitente-recorrente apresentou mais frequentemente disfagia leve e moderada. Em relação à Escala de Incapacidade Funcional por Sistemas, as funções cerebelares, do tronco encefálico e mental tiveram associação com a disfagia, especialmente na forma grave. Quanto à Escala Ampliada de Incapacidade Funcional, pontuações mais altas se associaram aos quadros graves de disfagia.


CONCLUSÃO: A disfagia é frequente em pacientes com esclerose múltipla, especialmente naqueles com maior comprometimento das funções neurológicas.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA!

Correlação entre a lesão encefálica e a disfagia em pacientes adultos com acidente vascular encefálico

Nunes, Maria Cristina de Alencar; Jurkiewicz, Ari Leon; Santos, Rosane Sampaio; Furkim, Ana Maria; Massi, Giselle; Pinto, Gisele Sant´Ana; Lange, Marcos Christiano
Int. Arch. Otorhinolaryngol. 16(3): 313-321, TAB. 2012 Sep.

RESUMO

INTRODUÇÃO: A incidência da disfagia orofaríngea, em pacientes com acidente vascular encefálico (AVE), varia de 20% a 90% na literatura. Estudos correlacionam a localização do AVE com a presença de disfagia e outros não a correlacionam.
OBJETIVO: Correlacionar a lesão encefálica com a disfagia em pacientes com diagnóstico de AVE, considerando-se o tipo e a localização do AVE.
MÉTODO: Estudo prospectivo realizado no Hospital de Clínicas com 30 pacientes com AVE, sendo 18 do sexo feminino e 12 do masculino. Todos realizaram avaliações clínica e nasolaringofibroscópica da deglutição (FEES®) e divididos pela localização da lesão: córtex cerebral, córtex cerebelar e áreas subcorticais e tipo: hemorrágico, isquêmico ou transitório.
RESULTADOS: Dos 30, 18 apresentaram AVE tipo isquêmico, dois hemorrágico e 10 transitório. Sobre a localização, 10 a apresentaram no córtex cerebral, três nos córtices cerebral e cerebelar, três no córtex cerebral e subcortical, um nos córtices cerebral, cerebelar e subcortical e três subcortical. Na avaliação clínica houve predomínio da disfagia oral em pacientes com lesão no córtex cerebral e subcortical do tipo isquêmico. No FEES® a diminuição da sensibilidade laríngea predominou no córtex cerebral e tipo isquêmico. Os resíduos faríngeos em valéculas epiglóticas associadas com recessos piriformes predominaram no córtex cerebral em todas as consistências e tipo isquêmico. Um paciente com lesão nos córtices cerebral e cerebelar apresentou penetração laríngea e aspiração traqueal nas consistências líquida e mel, do tipo isquêmico.
CONCLUSÃO: Houve predomínio da disfagia na localização da lesão no córtex cerebral e do tipo isquêmico.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Evolução da deglutição na faringoplastia lateral com preservação do estilofaríngeo

Mesti, Jayson Junior; Cahali, Michel Burihan
Braz. j. otorhinolaryngol. 78(6): 51-55, ILUS, GRA. 2012 Dec.

RESUMO

Tratamento da apneia obstrutiva do sono por meio da faringoplastia lateral consiste na miotomia e reposicionamento dos músculos da parede lateral da faringe. A disfagia após cirurgia faríngea é influenciada pela dor, pelo incômodo das suturas, pela cicatrização e pela adaptação às alterações estruturais da faringe. A experiência com a faringoplastia mostra que o músculo constritor superior da faringe exerce um papel de pouca importância na deglutição, sua miotomia é totalmente compensada pela ação dos demais músculos da orofaringe. O estilofaríngeo exerce importante papel na deglutição.
OBJETIVO: Avaliar, diariamente, evolução da deglutição nos pacientes submetidos à faringoplastia lateral com identificação e preservação do músculo estilofaríngeo.
MÉTODO: O estudo é prospectivo e avaliamos a deglutição de 20 pacientes, por meio da aplicação diária de uma escala analógica visual desde o primeiro pós-operatório até a normalização da deglutição.
RESULTADOS: Os pacientes retornaram a sua dieta livre habitual, em média, 10,9 dias após as cirurgias e referiram apresentar deglutição normal, em média, com 21,6 dias. Todos os casos referiram retornar à deglutição normal no pós-operatório, com um prazo de recuperação de 33 dias.
CONCLUSÃO: Todos os pacientes submetidos à faringoplastia com preservação do músculo estilofaríngeo referiram normalização da deglutição em até 33 dias após a cirurgia.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Importância da interdisciplinaridade na avaliação das disfagias: avaliação clínica e videofluoroscópica da deglutição

Sordi, Marina de; Mourão, Lucia Figueiredo; Silva, Ariovaldo Armando da; Flosi, Luciana Claudia Leite
Braz. j. otorhinolaryngol. (Impr.) 75(6): 776-787, GRA. 2009 Dec.

RESUMO

Opaciente disfágico apresenta prejuízos em diversos aspectos, sendo a atuação interdisciplinar fundamental para definição do diagnóstico e da conduta. A atuação em conjunto na avaliação clínica e videoendoscópica é de extrema importância.
OBJETIVO: Estudar a correlação entre a avaliação clínica (ACD) e videoendoscópica da deglutição (VED) por meio da classificação do grau de severidade e a análise qualitativo/descritiva dos procedimentos.
FORMA DE ESTUDO: Estudo transversal, descritivo, comparativo.
MATERIAL E MÉTODO: Realizado no março a dezembro de 2006 no ambulatório de Otorrinolaringologia/Disfagia de um hospital do interior de São Paulo. Foram avaliados pela ACD e VED 30 pacientes disfágicos com diferentes doenças. Os dados foram classificados por meio de escalas de severidade e análise qualitativa/descritiva.
RESULTADOS: A correlação entre as escalas de severidade de ACD e VED apontou concordância baixa (KAPA = 0,4) de modo estatisticamente significante (p=0,006). A correlação entre a análise qualitativa/descritiva apontou concordância excelente (KAPA=0.962) estatisticamente significante (p<0.001) para a amostra total.
CONCLUSÃO: A concordância baixa entre as escalas de severidade aponta a necessidade da realização de ambos os procedimentos, reforçando a VED como procedimento factível. A análise qualitativa descritiva apontou concordância excelente, dado que reforça a necessidade da compreensão da deglutição como um processo.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

 

Atividade elétrica do masseter durante a deglutição após laringectomia total

Pernambuco, Leandro de Araújo; Silva, Hilton Justino da; Nascimento, Gerlane Karla Bezerra Oliveira; Silva, Elthon Gomes Fernandes da; Balata, Patrícia Maria Mendes; Santos, Veridiana da Silva; Leão, Jair Carneir

Braz J Otorhinolaryngol; 77(5): 645-650, Sept.-Oct. 2011. tab.

RESUMO

A laringectomia total é um procedimento cirúrgico que pode promover alterações na biomecânica da deglutição, inclusive na atividade do músculo masseter, que atua promovendo estabilidade mandibular.
OBJETIVO: Caracterizar a atividade elétrica muscular do músculo masseter durante a deglutição em laringectomizados totais. Estudo de série.
MATERIAL E MÉTODO: A avaliação eletromiográfica foi realizada com a deglutição de três diferentes volumes de água (14,5 ml, 20 ml e 100 ml), e na situação de repouso. O sinal foi normalizado pela máxima atividade voluntária resistida (MAVR), considerada como 100% de atividade elétrica muscular. Todos os outros valores foram calculados como percentagem da MAVR.
RESULTADO: Existe moderada atividade elétrica muscular do masseter durante a deglutição, com maiores médias no lado esquerdo. Não há diferenças entre as deglutições de 14,5 ml e 20 ml. A deglutição de 100 ml apresentou as menores médias nas tarefas de deglutição. Houve presença de sinais eletromiográficos no repouso bilateralmente, indicando a existência de atividade elétrica nessa situação.
CONCLUSÃO: Laringectomizados totais apresentam atividade elétrica do músculo masseter durante a deglutição e no repouso. Essa atividade sofre influência do volume de líquido deglutido, apresentando diferença significativa entre as tarefas solicitadas. Clinical Trials: NCT01095289

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Avaliação clínica e videofluoroscópica de pacientes com distúrbios da deglutição-estudo comparativo em dois grupos etários: adultos e idosos

Suzuki, Heloisa Sawada; Nasi, Ary; Ajzen, Sérgio; Bilton, Tereza; Sanches, Elaine Palinkas.

Arq. gastroenterol;43(3):201-205, jul.-set. 2006. tab

RESUMO

RACIONAL: As anomalias do processo da deglutição têm etiologia multifatorial e complexa. A videofluoroscopia da deglutição tem sido apontada como o exame de maior utilidade na investigação diagnóstica desses casos. Tal método, quando precedido de anamnese clínica adequada, consegue caracterizar convenientemente o grau de disfunção e, freqüentemente, identificar a causa da anomalia com grande precisão.
OBJETIVOS: Estudar as queixas clínicas e os achados da videofluoroscopia em pacientes com distúrbios da deglutição, sem evidências clínicas de afecções neurológicas associadas, distribuídos em duas faixas etárias – adultos e idosos – e analisar as manifestações sintomáticas, o tipo de disfunção (orofaríngea ou esofágica) e a capacidade de elucidação da queixa clínica pelo método de imagem.
MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisados 70 pacientes com queixa de alteração na capacidade de deglutição, sem evidências clínicas de afecções neurológicas associadas, distribuídos em dois grupos: adultos (GI) — idade inferior ou igual a 65 anos (n = 36) e idosos (GII) — idade superior a 65 anos (n = 34). Todos foram submetidos a anamnese para obtenção de informações sobre queixas em relação à deglutição; as queixas foram caracterizadas como altas ou baixas, de acordo com o local predominante de manifestação. Todos os pacientes foram submetidos a videofluoroscopia da deglutição; as alterações observadas com esse exame foram caracterizadas como orofaríngeas ou esofágicas. Avaliou-se a capacidade de elucidação da queixa clínica pela videofluoroscopia nos dois grupos.
RESULTADOS: Dentre as queixas analisadas, a única cuja análise estatística demonstrou diferença significante entre os grupos, foi a de pirose, que ocorreu com maior freqüência no grupo de adultos (oito pacientes (22,2%) do GI e um (2,9%) do GII referiam tal queixa). Ao estudo videofluoroscópico, observou-se maior ocorrência de disfunção orofaríngea no grupo de pacientes idosos (41,2% GII x 13,9% GI) e ocorrência semelhante, nos dois grupos, de disfunção esofágica (35,3% GII x 33,3% GI). Dezenove (52,8%) pacientes do GI e 23 (67,6%) do GII tiveram suas queixas clínicas elucidadas pela videofluoroscopia.
CONCLUSÕES: 1. As queixas clínicas associadas ao quadro de dificuldade de deglutição ocorrem com freqüência semelhante em adultos e idosos, com exceção da queixa de pirose que predomina no grupo com idade menos avançada; 2. pacientes idosos apresentam maior ocorrência de alterações altas de deglutição (orofaríngeas); 3. a videofluoroscopia da deglutição representa método de grande importância diagnóstica, pois permite a identificação de alterações morfofuncionais relevantes que não são passíveis de identificação adequada à anamnese, e 4. a capacidade de elucidação diagnóstica da videofluoroscopia da deglutição é maior no grupo com idade mais avançada.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Fatores de risco para disfunção da deglutição em pacientes com acidente vascular encefálico

Baroni, Anna Flávia Ferraz Barros; Fábio, Soraia Ramos Cabette; Dantas, Roberto Oliveira
Arq. Gastroenterol. 49(2): 118-124, TAB. 2012 Jun.

RESUMO

CONTEXTO: Disfagia orofaríngea é consequência frequente do acidente vascular encefálico (AVE).
OBJETIVOS: Avaliar clinicamente a prevalência de alterações da deglutição, analisar os fatores associados com a disfunção e relacionar a presença de dificuldade de deglutição com a mortalidade após 3 meses do acidente vascular em pacientes com AVE.
MÉTODO: A deglutição foi avaliada clinicamente em 212 pacientes consecutivos com diagnóstico médico e radiológico de AVE. Após 3 meses foi verificada a ocorrência de óbito.
RESULTADOS: Entre os pacientes estudados, 63% apresentaram alteração da deglutição. As variáveis gênero e localização específica da lesão não estavam associadas à presença ou não de dificuldade de deglutição. Os pacientes com dificuldade de deglutição tinham: prévios episódios de AVE, AVE no hemisfério esquerdo, alterações motoras e/ou de sensibilidade, alterações na compreensão oral, expressão oral e nível de consciência, complicações como febre e pneumonia, e índices altos na escala de Rankin e baixos na escala de Barthel. Esses pacientes apresentaram maior mortalidade.
CONCLUSÕES: A deglutição deve ser avaliada em todos os pacientes com AVE, considerando que alterações na deglutição estão associadas com complicações e com aumento na mortalidade.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Avaliação otorrinolaringológica e fonoaudiológica na abordagem da disfagia orofaríngea: proposta de protocolo conjunto

Santoro, Patrícia Paula; Furia, Cristina Lemos Barbosa; Forte, Ana Paola; Lemos, Elza Maria; Garcia, Roberta Ismael; Tavares, Raquel Aguiar; Imamura, Rui
Braz J Otorhinolaryngol; 77(2): 201-213, Mar.-Apr. 2011. ilus.
A disfagia é um sintoma que envolve uma gama de alterações anatômicas e funcionais, que deve ser abordado de maneira multidisciplinar para garantir melhor avaliação e tratamento, prevenindo as complicações potenciais.
OBJETIVO: utilização do protocolo de avaliação clínica e videoendoscopia da deglutição, realizado em conjunto por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, no Ambulatório de Disfagia da Divisão de Clínica Otorrinolaringológica da instituição.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo retrospectivo da utilização do protocolo de anamnese e exame físico otorrinolaringológico e fonoaudiológico, complementados pela videoendoscopia da deglutição. Foram avaliados 1332 pacientes no período de maio de 2001 a dezembro 2008, sendo 726 (54,50 por cento) indivíduos do sexo masculino e 606 (45,50 por cento) do sexo feminino. As idades variaram de 22 dias a 99 anos, com uma média de idade de 59,4 anos. RESULTADOS: Foram identificados 427 (32,08 por cento) pacientes com deglutição normal, 273 (20,48 por cento) com disfagia leve, 224 (16,81 por cento) com disfagia moderada e 373 (27,99 por cento) pacientes com disfagia grave, além de 35 (2,64 por cento) exames inconclusivos.
CONCLUSÃO: O protocolo de avaliações otorrinolaringológica e fonoaudiológica integrado permitiu uma abordagem minuciosa e complementar do paciente disfágico, em relação a classificações do distúrbio de deglutição, além de auxiliar na abordagem terapêutica.

Early intervention to promote oral feeding in patients with intracerebral hemorrhage: a retrospective cohort study

Takahata H; Tsutsumi K; Baba H; Nagata I; Yonekura M
BMC Neurol; 11: 6, 2011.
BACKGROUND: Stroke is a major cause of dysphagia, but little is known about when and how dysphagic patients should be fed and treated after an acute stroke. The purpose of this study is to establish the feasibility, risks and clinical outcomes of early intensive oral care and a new speech and language therapist/nurse led structured policy for oral feeding in patients with an acute intracerebral hemorrhage (ICH).
METHODS: A total of 219 patients with spontaneous ICH who were admitted to our institution from 2004 to 2007 were retrospectively analyzed. An early intervention program for oral feeding, which consisted of intensive oral care and early behavioral interventions, was introduced from April 2005 and fully operational by January 2006. Outcomes were compared between an early intervention group of 129 patients recruited after January 2006 and a historical control group of 90 patients recruited between January 2004 and March 2005. A logistic regression technique was used to adjust for baseline differences between the groups. To analyze time to attain oral feeding, the Kaplan-Meier method and Cox proportional hazard model were used. RESULTS: The proportion of patients who could tolerate oral feeding was significantly higher in the early intervention group compared with the control group (112/129 (86.8%) vs. 61/90 (67.8%); odds ratio 3.13, 95% CI, 1.59-6.15; P < 0.001). After adjusting for baseline imbalances, the odds ratio was 4.42 (95% CI, 1.81-10.8; P = 0.001). The incidence of chest infection was lower in the early intervention group compared with the control group (27/129 (20.9%) vs. 32/90 (35.6%); odds ratio 0.48, 95% CI, 0.26-0.88; P = 0.016). A log-rank test found a significant difference in nutritional supplementation-free survival between the two groups (hazard ratio 1.94, 95% CI, 1.46-2.71; P < 0.001).
CONCLUSIONS: Our data suggest that the techniques can be used safely and possibly with enough benefit to justify a randomized controlled trial. Further investigation is needed to solve the eating problems that are associated with patients recovering from a severe stroke.

Avaliação da estimulação elétrica no tratamento da disfagia secundário ao acidente vascular encefálico

Soares, Thaís Miranda Curvelo; Conceição, Tatiana Maíta Alves; Cardoso, Fabrício; Beresford, Heron
Acta fisiátrica; 16(4)dez. 2009
ARTIGO DE REVISÃO
A disfagia neurogênica compreende as alterações da deglutição que ocorrem em virtude de uma doença neurológica, com os sintomas e complicações decorrentes do comprometimento sensório-motor dos músculos envolvidos no processo da deglutição. Este tipo de disfagia é particularmente debilitante, podendo levar a morte ou aumento do custo de saúde decorrentes da aspiração traqueal. Esta patologia é comum e consiste numa complicação potencialmente fatal para AVE agudo, ocorrendo em aproximadamente 50% desses pacientes. Dentre os possíveis tratamentos, a estimulação tátil-térmica e biofeedback têm um sucesso freqüente, variando de 0% a 83%. Estudos registram alto sucesso deste tratamento com pacientes que sofreram AVE, o que geralmente não incluem a mais severa forma de disfagia. Já o uso da estimulação elétrica no tratamento da disfagia foi primeiro descrito em 1996 por Freed et al e, posteriormente, por Park et al. O objetivo dessa estimulação elétrica era alcançar um ramo aferente do reflexo da deglutição em pacientes com atraso do início da deglutição. Sendo esta uma alternativa de tratamento ainda pouco explorada, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre a utilização da estimulação elétrica no tratamento da disfagia em pacientes que sofreram acidente vascular encefálico. Conclusão: A disfagia neurogência, por estar diretamente associada ao aumento da morbi-mortalidade, necessita da atenção especial dos profissionais da Saúde. Sendo a eletroestimulação uma terapêutica importante a ser explorada já que possui uma eficácia significativa nesta patologia.